PT divulga em congresso vídeo que associa Flávio Bolsonaro ao caso Master: 'Filho mais corrupto'

 

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O PT divulgou um vídeo durante o Congresso Nacional do partido neste domingo, realizado em Brasília, em que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao escândalo do caso do Banco Master. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é pré-candidato ao Palácio do Planalto e desponta como o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua busca pela reeleição. O material define o senador como "o filho mais corrupto" de Bolsonaro, além de chamar o escândalo de "bolsomaster". Flávio, no entanto, não é investigado no caso.

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"Flávio Bolsonaro é do esquema. Esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema 'bolsomaster', que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro", diz o vídeo.

O material faz parte da estratégia do PT em tentar se desvincular das fraudes que envolvem o banco de Daniel Vorcaro, preso pelo Polícia Federal. Conforme mostrou o GLOBO, o presidente do partido, Edinho Silva, afirmou no último dia 13 que a responsabilidade do caso é de Bolsonaro, que indicou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que esteve à frente da instituição em meio ao esquema.

O material divulgado pelo PT neste domingo lembra que Vorcaro assumiu o controle do banco no início do mandato de Campos Neto, em outubro de 2019, durante o primeiro ano de governo de Bolsonaro. Além disso, o vídeo também menciona o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e também preso pela PF por suspeita de integrar o esquema criminoso.

Assim como mostrou a coluna de Lauro Jardim, do GLOBO, os petistas mencionam no material que Zettel foi o principal doador das últimas campanhas de Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em 2022, o pastor doou R$ 3 milhões na campanha bolsonarista à Presidência, além de R$ 3 milhões para Tarcísio disputar o governo paulista.

"Vamos colocar as cartas na mesa. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar o Banco Master em 2019, pelo governo Bolsonaro. Fabiano Zettel, sócio do Master, entregou R$ 5 milhões para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas ", diz o vídeo. "Entendeu o esquema? O Banco Master é 'bolsomaster'", completa a peça de propaganda, que ainda menciona uma suposta ajuda do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) na compra da mansão de Flávio avaliada em cerca de R$ 6 milhões.

A peça, produzida com inteligência artificial, já havia circulado no mês passado de forma apócrifa entre políticos. Na ocasião, como revelou O GLOBO, houve mal-estar entre membros do Centrão. A avaliação é que isso pode tensionar o clima no Congresso, além de gerar ruídos com potencial de atrapalhar alianças com o PT no pleito de outubro.

Como foi o Congresso

Durante o congresso em Brasília, como mostrou o GLOBO, o PT aprovou um manifesto em que propõe uma série de reformas no país — incluindo a do Poder Judiciário, com “mecanismos de autocorreção”, e do sistema político, propondo mudanças no atual modelo de execução das emendas parlamentares, foco constante de desgastes entre Legislativo e Executivo.

O manifesto aprovado é baseado em três eixos: defende o Estado como indutor do desenvolvimento por meio do “fortalecimento do investimento público”; a retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, riqueza e patrimônio; e a transição “produtiva, tecnológica e ambiental” sustentável e com soberania nacional.

O manifesto trata a reeleição do presidente Lula como “decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional”, sugerindo um impacto direto na correlação de forças na América Latina e no mundo. Com linhas gerais sobre tática eleitoral, o documento afirma que a estratégia do PT para a disputa presidencial está ancorada na construção de um bloco democrático-popular.