PSOL pede que Mario Frias seja investigado por suspeita de rachadinha
O PSOL pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue o deputado Mário Frias (PL-SP), ex-secretário da Cultura no governo Bolsonaro, pela suposta prática de rachadinha.
A representação criminal foi apresentada neste sábado (23) pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
Segundo reportagem do portal G1, a ex-assessora Gardênia Morais, que atuou no gabinete de Frias entre 2023 e 2024, devolvia grande parte de seu salário ao então chefe de gabinete, além de pagar despesas da família do parlamentar.
Comprovantes bancários indicam que a ex-assessora quitou uma fatura de crédito da mulher do deputado e fez um PIX de R$ 1.000 para a mãe dele. Os valores foram descontados da conta de Gardênia, abastecida com o salário da Câmara.
“O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa”, disse a ex-funcionária ao G1.
O atual chefe de gabinete de Frias, Diego Ramos, afirmou que desconhece as suspeitas e tem a convicção de que Frias também não tem conhecimento.
Para Chico Alencar, o caso envolve a suposta prática de seis crimes: concussão, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Frias voltou ao noticiário nos últimos dias como produtor executivo do filme “Dark horse”, inspirado na vida de Jair Bolsonaro e bancado por Daniel Vorcaro. Em diálogos divulgados pelo Intercept Brasil, Frias chama o dono do Banco Master de “irmão” e “meu brother”.
