Psiquiatra diz ao júri do Caso Henry que comportamento de Jairinho indica satisfação em causar sofrimento em criança

Psiquiatra diz ao júri do Caso Henry que comportamento de Jairinho indica satisfação em causar sofrimento em criança

 

Fonte: Bandeira



Primeira testemunha ouvida no terceiro dia de julgamento da morte do menino Henry Borel — em que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança Monique Medeiros são acusados do crime — foi o psiquiatra Rafael Bernardon. O profissional disse ao Conselho de Sentença que, após analisar os autos do processo, percebeu em Jairinho um comportamento que, em sua avaliação, indicaria satisfação ao causar sofrimento em crianças.

— Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação — afirmou o especialista, convocado pela acusação, durante questionamentos feitos pelo Ministério Público.

A declaração provocou reação imediata da defesa de Jairinho, que interrompeu a fala para ressaltar que a conclusão apresentada representava uma interpretação pessoal do psiquiatra.

Bernardon então reforçou que se tratava de uma avaliação baseada em sua leitura técnica do caso, destacando que aquela era a percepção que havia formado a partir dos elementos analisados. O depoimento do psiquiatra é o primeiro desta quarta-feira, terceiro dia do julgamento dos réus pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021.

Após a oitiva de Bernardon, ainda estão previstos os depoimentos do perito Luís Carlos Leal Prestes e da médica Maria Cristina de Souza Azevedo.

O julgamento ocorre no 2º Tribunal do Júri da Capital e já acumula mais de dois dias de sessões, marcadas por longos depoimentos, divergências entre acusação e defesa e sucessivos questionamentos sobre as provas produzidas durante a investigação.

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