Reino Unido – Uma psicóloga que trabalhava em uma penitenciária no Reino Unido foi condenada a 28 meses de prisão após manter um relacionamento secreto com um detento condenado por homicídio e permitir que encontros íntimos entre os dois fossem filmados dentro da unidade prisional.
(Foto:Divulgação/ Polícia de Staffordshire) Amber-Renee Gayle, de 32 anos, atuava na prisão HMP Swinfen Hall, em Staffordshire, e se envolveu romanticamente com Rickcarlo Williams, de 24 anos, condenado por assassinato e cumprindo pena de prisão perpétua.
De acordo com as investigações, o relacionamento ocorreu entre maio e novembro de 2024 e, durante esse período, a profissional permitiu que o preso registrasse em vídeo os encontros sexuais do casal. As gravações teriam ocorrido em uma sala conhecida como “Cabin”, utilizada para sessões terapêuticas dentro da penitenciária.
Amor bandido As autoridades também descobriram que o relacionamento ultrapassou os limites pessoais e envolveu atividades ilegais dentro da prisão.
Ao longo de aproximadamente seis meses, os dois trocaram cerca de 12 mil mensagens por meio de telefones clandestinos, incluindo conversas de teor íntimo e fotografias pessoais. Além disso, a investigação revelou um esquema de entrada de produtos proibidos na unidade.
A psicóloga teria ajudado a contrabandear celulares, cartões SIM e dispositivos de armazenamento, itens muito valorizados no ambiente prisional. Segundo apurado na investigação, os materiais eram escondidos em objetos comuns, como dicionários modificados, latas de bebidas energéticas e até latas de feijão.
Quando as irregularidades foram descobertas pelas autoridades penitenciárias, Amber-Renee Gayle admitiu culpa pelos crimes de má conduta em cargo público e conspiração para introduzir itens proibidos na prisão. Em sua sentença, a juíza Sarah Buckingham, do Tribunal da Coroa de Birmingham, justificou a condenação apontando uma “grave quebra de confiança” na conduta da psicóloga, destacando a responsabilidade especial exercida por profissionais que trabalham diretamente com detentos.
O caso provocou forte repercussão no Reino Unido por envolver uma profissional de saúde mental encarregada justamente de acompanhar e avaliar presos dentro do sistema penitenciário.
D24am