PSDB filia Antonia Fontenelle em movimento de 'reconstrução' no Rio de Janeiro
O PSDB do Rio de Janeiro filiou nesta quarta-feira a atriz e youtuber Antonia Fontenelle, conhecida por uma série de episódios de polêmicas nas redes sociais. A entrada dela no partido foi anunciada num vídeo publicado nas redes sociais da sigla e atribuída pelo presidente do diretório estadual, o deputado federal Luciano Vieira, a um movimento de "reconstrução" da sigla. No YouTube, Fontenelle mantém o canal "Na Lata", por onde faz comentários e realiza uma série de entrevistas com personalidades famosas e políticos.
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— O nosso país não aguenta mais viver refém dos extremos. Me adoece assistir de braços cruzados o feminicídio, crianças sendo violentadas, a corrupção desenfreada, a injustiça. Com tanta coisa séria acontecendo no Brasil, a polarização adoeceu o debate público. É uma guerra de falsas narrativas, um show de horrores, um festival de cortina de fumaça — disse no vídeo.
No post, Fontenelle faz referência a uma futura candidatura, mas não detalha qual cargo disputará. A artista também afirma que retornou ao Brasil, após morar um ano nos Estados Unidos, para "resolver os problemas sob o seu alcance". Ela também relata que recebeu convites de outras siglas, mas que decidiu se filiar ao PSDB pela lembrança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, de acordo com ela, "sempre combateu o mal de forma elegante".
Na gravação, a atriz também afirmou que "inimigos criaram a narrativa" de que ela estava "foragida" do país, mas disse que estava "aprendendo a puxar o pino da granada sem explodir a própria mão". Em outubro do ano passado, a Justiça do Rio de Janeiro negou os pedidos da defesa de Fontenelle e determinou que ela deveria retornar ao Brasil em 30 dias para cumprir a pena de prestação de serviços comunitários. Ela foi condenada judicialmente após insinuar que o influenciador e youtuber Felipe Neto era usuário de cocaína e chamá-lo de sociopata.
Fontenelle também foi condenada a pagar uma indenização por danos morais de R$ 50 mil à atriz Klara Castanho. Ela a processou em 2022 após a youtuber fazer uma transmissão ao vivo expondo e comentando sobre o estupro que a atriz vivenciou, que culminou em gravidez e posterior entrega do bebê para adoção, segundo o colunista Ancelmo Gois.
