PSD considera convite a Greca para a vice na chapa do candidato escolhido como sucessor de Ratinho Jr.
Mesmo em meio à negativa do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca em aceitar ser "coadjuvante" na disputa pelo governo do Paraná neste ano, o PSD no estado ainda tem planos de conseguir atraí-lo futuramente para a chapa de sucessão do governador Ratinho Júnior (PSD). Os resultados da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta semana mostraram Greca em terceiro lugar, com 15%, atrás do deputado estadual Requião Filho (PDT), que teve 18%, e do senador Sergio Moro, com 35%.
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Já o nome escolhido como sucessor de Ratinho, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística Sandro Alex (PSD), pontuou 5% na pesquisa, a primeira que o testou como candidato ao comando do estado. Dentro do partido, no entanto, há a expectativa de que o desempenho dele melhore até o período das convenções partidárias, em julho, a partir do apoio e da atuação do governador para tornar o aliado conhecido como "o homem das obras de Ratinho Júnior". Com o crescimento, representantes da sigla esperam conseguir atrair futuramente Greca para a chapa e indicá-lo para a posição de vice, em uma alinça vista pela base do PSD como "natural".
Como bandeiras de campanha, Sandro Alex apostará nos feitos da secretaria de Infraestrutura durante a sua gestão, como a Ponte de Guaratuba, a Ponte da Integração e a Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu, em articulação com a Itaipu Binacional, além do novo pacote de concessões previsto para atrair R$ 60 bilhões em obras no estado. Em paralelo, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), atuará para aproximar Sandro Alex dos prefeitos da base do partido.
Indicado para concorrer ao Senado na chapa majoritária, Curi antes almejava disputar o governo como indicado para a sucessão do governador, mas, ao ser preterido, trocou o PSD pelo Republicanos para ensaiar o lançamento de uma candidatura própria. No mesmo período, Guto Silva, ex-secretário estadual das Cidades, era considerado o nome mais próximo de Ratinho e a escolha mais provável, mas acabou escanteado por desempenhar abaixo do esperado nas pesquisas de intenção de voto.
Assim como Curi, Greca trocou o PSD por uma nova sigla, o MDB, e hoje se coloca como pré-candidato ao governo, negando a possibilidade de ocupar a vice em alguma outra chapa adversária. Em entrevista à Jovem Pan nesta semana, ele disse que não aceitaria estar em segundo plano no pleito.
— É uma candidatura a partir de um convite pessoal do presidente nacional do MDB, que veio à minha casa em Curitiba. Eu não fiquei no PSD porque eu sabia que precisava pular fora para ser candidato — disse na ocasião. — Eu aceito, com toda a humildade, se as pessoas não acharem que eu mereço ser governador do Paraná, mas eu não quero ser coadjuvante nesse processo.
