Próximo 'erro' de Israel e EUA transformará Oriente Médio em um 'inferno', afirma autoridade iraniana
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã alertou nesta segunda-feira (8) que, se a 'maligna coalizão sionista-americana cometer outro erro, a região se tornará um inferno'.
'Quarenta e sete anos e cem dias de resistência, do campo de batalha à praça da cidade, da praça da cidade à política e à diplomacia, transformaram a ordem de segurança mundial', disse Mohammad-Bagher Zolghadr.
Ele acrescentou para procurar uma 'ameaça crível em algum lugar que não seja Washington e Tel Aviv'.
As Forças Armadas iranianas anunciaram a suspensão das operações militares contra Israel, dizendo que impuseram uma 'resposta dolorosa', informou nesta segunda-feira (8) a agência de notícias iraniana Fars, ligada diretamente ao governo do país.
O comunicado foi revelado pelo comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã.
Apesar disso, Teerã alertou para ataques 'muito mais severos' caso Israel retome seus ataques ao sul do Líbano, afirmando que que Israel e seus apoiadores deveriam 'aprender uma lição' com os últimos ataques.
Pouco depois, as Forças de Defesa de Israel realizaram novos ataques aéreos perto da cidade de Tiro, no sul do Líbano. O jornal Al Araby noticiou dois ataques simultâneos nas áreas de Al-Burj al-Shamali e Al-Maashouk, ambas a leste da cidade costeira de Tiro.
Anteriormente, a Guarda Revolucionária do Irã havia declarado que seus ataques contra Israel poderiam continuar durante toda a semana.
Do outro lado, segundo o jornal Israel Hayom, citando uma fonte diplomática, Israel informou Teerã, por meio de mediadores, que não haverá mais ataques se o Irã também cessar seus bombardeios.
Já o Canal 12 relata que uma ligação entre o presidente dos EUA, Donald Trump, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez o premiê suspender os ataques pelos próximos dias. Mesmo assim, ele pretende manter os bombardeios ao Líbano.
A informação surge logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar na sua rede social Truth Social que 'Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos' em uma referência a retomada dos ataques pelos países.
Depois, em outra publicação, Trump afirmou que os dois países buscam o cessar-fogo imediato.
'As negociações finais sobre a “paz” estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um “acordo final” seja alcançado. As coisas devem avançar rapidamente'.
Ataques entre Irã e Israel
Destruição no Líbano após ataques israelenses durante o cessar-fogo.
Kawnat Haju/AFP
Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país.
O novo ataque foi uma resposta a um bombardeio das Forças Armadas de Israel contra alvos militares no Oeste e no Centro do Irã.
O ataque aéreo foi uma retaliação direta a uma onda de mísseis balísticos disparados pelo governo iraniano contra o território israelense horas antes. Além de Teerã, explosões foram registradas em pelo menos outras três cidades do país.
O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento.
A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas.
O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente.
As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas.
O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares.
