Protestos por morte do cão Orelha mobilizam capitais neste fim de semana

 

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Protestos acontece neste final de semana, em diversas cidades brasileiras, após a morte do cão Orelha. As manifestações foram convocadas pela organização “Cadeia Para Maus –Tratos”.

Em São Paulo, o ato começa às 10h deste domingo (1º), no Vão do MASP, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, duas caminhadas estão previstas: às 10h, no Aterro do Flamengo, e às 16h, em Copacabana.

Em Belo Horizonte, a manifestação será às 10h, na Feira Hippie. Em Florianópolis, onde Orelha foi morto, o ato será no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, no centro da cidade, às 10h.

Neste sábado (31), em Brasília, um ato ocorreu no Parque Dog, no Setor Sudoeste.

Investigações

A Polícia Civil de Santa Catarina informou, neste sábado, que um dos adolescentes que teve a imagem divulgada como suspeito na participação de agressão ao cachorro Orelha passou a ser testemunha no caso.

Segundo as autoridades, o jovem não aparece nos conteúdos analisados pelas equipes de investigação e, paralelamente, a família dele apresentou provas de que ele não estava na Praia Brava, em Florianópolis, no período dos fatos em investigação.

A Polícia Civil também informou que já ouviu um dos adolescentes que faltava no âmbito do inquérito policial.

Os investigadores não encontraram, ao menos por enquanto, indícios no inquérito que confirmem que os maus-tratos contra o cão comunitário tenham sido praticados por grupos criminosos que usam da rede social para promover "desafios" para jovens.

Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro. Ele ficou tão ferido que foi submetido à eutanásia. Quatro adolescentes eram, até então, suspeitos pela agressão.

A Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir ao menos uma testemunha nas investigações. As autoridades também informaram que descartaram que os adolescentes identificados como suspeitos de maus-tratos contra o Orelha tenham tentado afogar outro cachorro na praia, o cãozinho chamado de Caramelo.

Por determinação do ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, os nomes, idades e localizações dos suspeitos não são divulgados, já que o procedimento corre sob sigilo absoluto.