Prorrogação da ordem de Trump sobre tarifas acende alerta no Planalto para novas sanções
O Palácio do Planalto avalia que o documento que prorrogou, por mais um ano, a ordem executiva que previa tarifas de 50% sobre produtos brasileiros sinaliza a possibilidade de novas sanções, sejam comerciais ou não, por parte do governo de Donald Trump.
O ato, publicado na tarde de terça-feira (28), não produz efeitos práticos, uma vez que a ordem executiva editada em 30 de julho de 2025 foi posteriormente derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos.
Ainda assim, integrantes do governo interpretam a medida como uma sinalização político-eleitoral de Washington em relação ao Brasil.
No comunicado, o governo americano acusa o governo brasileiro de "perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores", em referência a Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.
Além disso, classifica o Supremo Tribunal Federal (STF) como “promotor de censura” e menciona a “prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão" e "censura de conteúdos na internet".
As tarifas atualmente em vigor contra o Brasil decorrem de outro instrumento utilizado pelo governo dos Estados Unidos: a investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O Brasil está sujeito a sobretaxas de 25% a produtos brasileiros exportados aos EUA, sob a justificativa de práticas comerciais consideradas injustas; e outra de 12,5%, relacionada a alegações de falhas na fiscalização de produtos feitos por meio do trabalho forçado.
