Proprietária da TicketMaster, Live Nation chega a acordo com governo dos EUA em caso antimonopólio

 

Fonte:


A Live Nation chegou a um acordo com o governo dos Estados Unidos, nesta segunda-feira, no caso federal antimonopólio movido contra a gigante americana do entretenimento, anunciou um alto funcionário do Departamento de Justiça.

Entenda: Processo antitruste desafiará o domínio da Live Nation na indústria da música

IPhone 17e: Pré-venda começa hoje no Brasil. Veja ficha técnica e preços

O anúncio ocorre poucos dias após o início do julgamento antimonopólio contra a Live Nation em Nova York. O caso teve início durante a presidência de Joe Biden, quando o Departamento de Justiça acusou a Live Nation de controlar praticamente todo o mercado de shows ao vivo nos Estados Unidos.

Nova York e outros estados que faziam parte do processo contra a Live Nation recusaram-se a participar do acordo e declararam que suas ações judiciais continuarão.

Para o Departamento de Justiça e as empresas menores que alegam não conseguir competir com a Live Nation, há um desequilíbrio desde que o governo Biden permitiu a fusão entre a Live Nation e a Ticketmaster em 2010.

Desde então, a empresa resultante da fusão passou a dominar praticamente todos os aspectos do mercado de shows, que movimenta bilhões de dólares. O governo alega que a Live Nation usou seu poder para sufocar a concorrência e aumentar os preços dos ingressos para milhões de fãs. No ano passado, a empresa realizou 55 mil eventos e vendeu 646 milhões de ingressos em todo o mundo. Ela também possui ou controla 460 casas de shows e gerencia mais de 300 artistas, de acordo com seu relatório anual.

“A Live Nation e sua subsidiária, Ticketmaster, usaram esse poder e influência para se inserir no centro e nas margens de praticamente todos os aspectos do ecossistema da música ao vivo”, escreveu o governo em documentos judiciais. “Isso deu à Live Nation e à Ticketmaster a oportunidade de congelar a inovação e moldar a indústria em seu próprio benefício.”

A Live Nation nega ser um monopólio. Em documentos judiciais apresentados no ano passado, buscando o arquivamento do caso, a empresa argumentou que “se houvesse um pingo de verdade” nas acusações contra ela, o governo, que iniciou o processo há quase dois anos, teria apresentado “montanhas de evidências demonstrando poder monopolista e os efeitos anticompetitivos da conduta da Live Nation”. No entanto, após uma investigação e extensa coleta de provas, argumentou a Live Nation, o governo apresentou “quase nada”.