Promotor afirma que acusados da morte de advogado no Centro do Rio são ligados à máfia do cigarro e ao jogo do bicho
O segundo dia de julgamento dos réus acusados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo começou na manhã desta sexta-feira no III Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. Na véspera, primeiro dia da sessão, foram ouvidas as 14 testemunhas previstas no processo — quatro indicadas pelo Ministério Público e dez pelas defesas.
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Nesta sexta-feira, o julgamento entra na fase de debates entre acusação e defesa. O Ministério Público tem a palavra para fazer a acusação — o assistente de acusação poderá falar depois. Em seguida, é a vez de a defesa ser ouvida.
O advogado Rodrigo Marinho Crespo, assassinado no Centro do Rio, em fevereiro
Divulgação
Após os debates, os jurados podem pedir esclarecimentos adicionais e ter acesso aos autos e aos instrumentos do crime. O Conselho de Sentença responderá a uma série de questões que vão decidir sobre absolvição ou condenação dos acusados. Em caso de condenação, após uma bateria de questionamentos, o juiz distribuirá aos jurados as cédulas que serão usadas para a votação. A decisão será tomada por maioria dos votos. Concluída a votação, o juiz dará a sentença.
Na abertura da sessão desta sexta-feira, o promotor Bruno de Faria Bezerra afirmou que o caso envolve pessoas ligadas a atividades criminosas organizadas.
— Essas pessoas não têm escrúpulos. Estamos falando de pessoas envolvidas com máfia do cigarro, com jogo do bicho e, quem tiver que ser, eles matam — disse o promotor.
O representante do Ministério Público também criticou as versões apresentadas pelos réus durante os interrogatórios realizados no primeiro dia de julgamento.
— As versões apresentadas pelos réus ontem foram completamente esdrúxulas — afirmou.
*Estagiário sob supervisão de Leila Youssef
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