Projeto que monitora calor extremo em favelas do Rio chega a Manguinhos e ao Salgueiro

 

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Depois de começar suas atividades no Complexo do Alemão, no ano passado, o Observatório do Calor vai chegar a mais duas favelas na Zona Norte do Rio: Manguinhos e o Morro do Salgueiro, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) . A expansão do projeto foi anunciada nesta quarta-feira pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio, em evento realizado no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Centro.

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A iniciativa monitora o calor extremo nas comunidades por meio da instalação de sensores de temperatura e umidade, além da participação direta dos moradores na coleta e análise das informações. Em Manguinhos, o trabalho será feito em conjunto com a UFRJ. Já no Salgueiro, a parceria será com a UERJ.

De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, o objetivo é identificar ilhar de calor e problemas na qualidade do ar para orientar políticas públicas.

— O calor extremo e a poluição do ar são riscos sérios à saúde, especialmente em áreas vulneráveis. O Observatório do Calor nos permite entender melhor esses impactos e agir para proteger a população — afirmou.

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A expansão do projeto acontece depois de resultados preocupantes registrados no Complexo do Alemão. Levantamento da ONG Voz das Comunidades apontou temperaturas superiores a 40ºC em diferentes pontos do território. No dia 26 de dezembro de 2025, por exemplo, os sensores marcaram 43,9ºC no Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, enquanto a temperatura máxima oficial registrada pelo Sistema Alerta Rio, no Centro e na Zona Sul foi de 34ºC.

De acordo com a pesquisa, foram realizadas 710 mediações técnicas e 740 entrevistas com moradores entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. O estudo também identificou microclimas urbanos diferentes dentro da mesma comunidade e apontou impactos diretos do calor extremo na saúde e no bem-estar da população.

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