Programa Esse Rio é Meu chega a três municípios da Baixada
O programa Esse Rio é Meu (EREM), que mobiliza cerca de 1.500 escolas da rede pública na capital fluminense, será ampliado em 2026 para Japeri, Queimados, São João de Meriti e São Gonçalo, na Baixada e no Leste Fluminense. A iniciativa aposta no uso dos rios locais como ferramenta educativa e de conscientização ambiental, integrando a realidade do território ao cotidiano escolar.
A expansão leva aos municípios uma metodologia já adotada no Rio , que usa os rios como ponto de partida para atividades escolares e para a discussão de problemas ambientais locais. A proposta envolve alunos e professores no acompanhamento das condições dos corpos hídricos que atravessam ou cercam as comunidades onde vivem.
Alunos da Escola Municipal Giuseppe Melchiori - Padre José Guaratiba Rio Cabuçu de Baixo
Divulgação
Em Japeri, as ações vão se concentrar nos rios Japeri, Santana e Guandu. Em Queimados, o trabalho terá foco nos rios Abel e Camorim. Já em São Gonçalo, o programa atuará nos rios Alcântara, Imboaçu e Guaxindiba, enquanto em São João de Meriti as atividades envolverão os rios Sarapuí, Pavuna e Meriti.
A iniciativa é coordenada pelo planetapontocom e busca aproximar o conteúdo escolar da realidade vivida pelos estudantes, usando questões ambientais como forma de aprendizado. A proposta é estimular a participação das crianças e adolescentes na preservação dos recursos naturais.
A partir de visitas às bacias hidrográficas e de pesquisas orientadas sobre as condições ambientais e sociais do local, alunos e professores passam a acompanhar de perto os problemas dos rios e a discutir soluções possíveis. A proposta é envolver a comunidade escolar, estimulando a reflexão sobre responsabilidades de cada um na melhoria do ambiente onde vivem.
– O Esse Rio é Meu transforma o lugar onde o aluno vive em parte do processo de aprendizagem. Quando o estudante entende o impacto direto do que aprende, a escola ganha outro significado – afirma Silvana Gontijo, coordenadora-geral do planetapontocom e idealizadora do programa.
A expansão para a Baixada e São Gonçalo se apoia em resultados já registrados na capital. O programa teve início em 2015 a partir do monitoramento do Rio Carioca, experiência que contribuiu para ampliar a mobilização social e a cobrança por intervenções ambientais. O processo ajudou a melhorar a qualidade da água que hoje permite o banho de mar em trechos da Praia do Flamengo e da Glória, após décadas de restrições.
Outro ponto destacado pelos organizadores é a articulação entre áreas do poder público. No Rio, o programa envolve as secretarias municipais de Educação e de Meio Ambiente, modelo que deve ser replicado nos novos municípios atendidos.
