Programa de artes marciais inclusivas é lançado em parceria entre APAE, Sindilutas e Prefeitura do Rio
A última sexta-feira (13) marcou o lançamento do Programa Estadual de Artes Marciais Inclusivas. A iniciativa foi apresentada durante o ADCC South America Trials, realizado no Velódromo do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.
O projeto reúne a APAE Rio, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro e o Sindilutas, com foco na ampliação do acesso às artes marciais.
O Programa Estadual de Artes Marciais Inclusivas tem como objetivo a formação de professores de lutas e artes marciais, para que possam atender pessoas com deficiência, especialmente com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A proposta inclui capacitação profissional, elaboração de anamnese, avaliação individualizada, intervenção prática e certificação para atuação.
O subsecretário de Esportes do Rio de Janeiro, Marcelo Arar, participou do lançamento e destacou a iniciativa.
"Uma das principais pautas da nossa Secretaria de Esportes e da Prefeitura do Rio de Janeiro é usar as artes marciais como ferramenta de inclusão. A gente tem certeza que essa parceria vai trazer avanços para esse segmento que precisa de atenção do poder público e da sociedade", disse.
"A Secretaria de Esportes, junto com a APAE, atua nesse tema, com foco nas causas relacionadas ao autismo e no apoio às famílias. Temos expectativa de resultados com essa parceria. Contem conosco, porque a inclusão é uma das nossas prioridades", completou.
O presidente do Sindilutas, o faixa-preta e professor Fabrício Xavier, apresentou o programa durante o evento e explicou os pontos do projeto.
"A cada momento, cresce a necessidade de os profissionais de artes marciais atuarem na inclusão. Estamos desenvolvendo um programa para formar e capacitar profissionais, além de abrir oportunidades de trabalho. Não se trata apenas de um curso, mas de um programa que inclui anamnese e atenção às especificidades de cada deficiência ou transtorno", afirmou.
"A proposta inclui plano individualizado, avaliações periódicas e acompanhamento do desenvolvimento. Também vamos dar retorno às famílias e aos professores. A ideia é ampliar o acesso das famílias às artes marciais", acrescentou.
O gestor da APAE Rio, Marcus Soares, também comentou o início da parceria.
"Essa iniciativa do Sindilutas com a Prefeitura do Rio e o movimento APAEano permite levar o esporte para dentro da APAE. O objetivo é ampliar o acesso e contribuir para o desenvolvimento dos alunos e usuários, considerando os benefícios das artes marciais", disse.
O presidente da APAE Rio e fundador do Instituto Autismo Rio de Janeiro, Luis Valério, destacou o alcance do projeto.
"Temos hoje 63 APAEs no estado do Rio, o que permite levar esse projeto para outras regiões. A APAE tem 71 anos de atuação. Com essa parceria, iniciamos mais uma etapa de trabalho", afirmou.
