Profissionais da rede estadual de ensino do Rio seguem em mobilização e tentam audiência com governador
Profissionais da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia nesta terça-feira (dia 5), pela manutenção do estado de mobilização. O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) informou ainda que um assessor do governador em exercício, Ricardo Couto, disse que iria confirmar uma audiência do dirigente com representantes da organização.
A data e o horário, porém, ainda não foram informados. O deputado Flávio Serafini (Psol), presidente da Comissão dos Servidores Públicos, e que esteve presente na assembleia desta terça, informou que conversou diretamente com o governador e que uma audiência poderia ser marcada para hoje ou até o fim desta semana.
O Sepe, por sua vez, afirma que a única informação obtida é de que o assessor irá retornar nesta terça-feira para confirmar as informações da audiência.
Entenda a mobilização
A pauta a ser apresentada ao governador é econômica, informou Helenita Beserra, professora e coordenadora-geral do sindicato, como a recomposição inflacionária, o pagamento do piso nacional do magistério, a defasagem dos auxílios-alimentação e transporte, entre outros.
No caso da recomposição, Helenita explicou que a categoria está com "uma defasagem real de mais de 56%", além de reivindicar — assim como todos os servidores estaduais — a recomposição inflacionária de 2024 e 2025, e o pagamento das duas parcelas não pagas da Lei Estadual 9.436/2021 (referente ao acumulado no período de 2017 a 2021).
— Vamos ver o que conseguimos garantir. Estamos brigando pela recomposição que ele deve a todos os servidores até a defasagem real dos profissionais de educação. O que conseguirmos nesse meio é a meta. Vamos tentar garantir o máximo possível — explicou à Coluna.
Na audiência, os profissionais também votaram pela manutenção do estado de mobilização, que funciona como um sinal amarelo e garante que a categoria esteja mobilizada. De acordo com Helenita, o estado de greve ou a própria greve podem ser discutidos no próximo dia 27 de maio, para quando a próxima assembleia está marcada.
O encontro ocorreu em meio a uma paralisação de 24 horas desses funcionários e foi seguido por um ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
