Profissionais da educação fazem greve e protestam no Centro de Niterói

Profissionais da educação fazem greve e protestam no Centro de Niterói

 

Fonte: Bandeira



Profissionais da rede municipal de educação de Niterói realizam nesta quarta-feira uma greve de 24 horas para cobrar melhores condições de trabalho, reajuste salarial e ampliação do quadro de funcionários nas escolas da cidade. A paralisação foi organizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro — núcleo Niterói (Sepe-Niterói) — e contou com assembleia, ato público no Centro e ocupação da Câmara Municipal. Durante a manifestação, os participantes chegaram a interditar a Rua da Conceição por alguns minutos e depois ocuparam as galerias da Câmara de Vereadores.

Segundo o sindicato, o movimento foi convocado diante do que a categoria classifica como “precarização” da rede municipal de ensino. Entre as principais reclamações estão a falta de professores de apoio educacional especializado, o aumento da sobrecarga de trabalho nas escolas, mudanças nas regras de lotação e remoção de profissionais e o fim da bidocência (presença de dois professores na sala de aula) na educação infantil.

Os manifestantes também cobraram abertura de diálogo com o governo municipal e dizem que, após o ato, uma comissão formada por representantes da prefeitura recebeu integrantes do sindicato para uma audiência de negociação.

Em publicações divulgadas nas redes sociais, o Sepe afirmou que a paralisação tem como objetivo denunciar problemas enfrentados diariamente nas unidades de ensino.

— Tem uma série de problemas acontecendo na rede, nas condições de trabalho da categoria, e o governo não negocia com a categoria e com o sindicato. Estamos enfrentando uma piora nas condições de trabalho que tem a ver com falta de profissionais de educação por causa da demanda de concurso público, que não está sendo suprida. A situação continua crítica; a falta de professores de apoio educacional especializado, a sobrecarga de trabalho sobre os profissionais. E há uma precarização dos direitos de educação das crianças com deficiência — afirmou Diogo Oliveira, membro do Sepe.

A categoria também aponta déficit de profissionais nas escolas e afirma que a falta de servidores tem provocado adoecimento entre trabalhadores e prejuízos ao processo pedagógico.

A pauta também inclui reivindicações ligadas a infraestrutura das escolas, realização de novos concursos públicos, garantia de um terço da carga horária para planejamento pedagógico e criação de uma política permanente de valorização salarial.

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