Professores da rede municipal de Ananindeua entram em greve no dia 4 de março

 

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Em sua maioria professores, trabalhadores da rede municipal de ensino de Ananindeua vão entrar em greve no próximo dia 4 de março. A coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) - subsede Ananindeua -, professora Gady Mabel, afirmou que a greve dos trabalhadores da educação do município foi decidida pela categoria “diante da falta de diálogo e do não cumprimento de compromissos assumidos pelo prefeito Daniel Santos durante as negociações salariais e discussões sobre o plano de carreira”.


Segundo ela, os profissionais da educação de Ananindeua apresentaram uma pauta com 29 pontos de reivindicações, que incluem principalmente valorização salarial, melhorias na carreira, realização de concurso público e melhores condições de trabalho nas escolas da rede municipal. Durante as negociações, de acordo com a coordenadora, foi apresentada pela gestão municipal - inclusive pelo próprio prefeito - a proposta de manter os salários acima do piso nacional, acrescentando ao valor do reajuste do governo um percentual fixo de 5%.


Isso representaria um crescimento positivo do vencimento base em relação ao piso, considerando o acúmulo de perdas gerados desde o início da atual gestão, que ainda não é o ideal, mas que pela proposta do sindicato desde o ano passado, de forma escalonada, poderia atingir até o final da gestão municipal, algo que representasse uma recomposição das perdas e uma valorização real na carreira, afirmou.


Porém, posteriormente, um dia antes de uma reunião marcada pelo próprio gestor para receber a categoria, o prefeito divulgou um vídeo anunciando um reajuste de 6%, percentual que, segundo o sindicato, não garante o cumprimento do que havia sido discutido na mesa de negociação. Segundo a lógica exposta pelo sindicato, se a promessa era de 5% acima do reajuste e o reajuste foi de 5,4%, o reajuste seria a soma desses valores percentuais - ou seja, 10,4% de reajuste. O valor percentual apresentado pelo prefeito em suas redes representa um percentual de somente 0,6% acima do piso - isto é, 4,4% do que o prometido.


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“Isso gerou uma insatisfação e indignação na categoria”, disse Gady Mabel. Ela também contou que havia uma reunião agendada com o prefeito para tratar das reivindicações dos trabalhadores, mas o gestor não compareceu. Isso foi ontem. “O episódio foi interpretado pela categoria como falta de compromisso e de diálogo com a educação pública do município”, afirmou.


A coordenadora destacou que a paralisação não é um movimento contra alunos ou famílias, mas uma forma legítima de luta por valorização profissional e melhores condições para a educação municipal. Ainda segundo o Sintepp, os trabalhadores enfrentam diariamente problemas estruturais nas escolas, falta de valorização, ausência de concurso público e carência de auxiliares e acompanhantes para alunos com deficiência (PCDs), o que compromete tanto a carreira dos profissionais quanto a qualidade do ensino oferecido.


“A gente não está buscando nenhum privilégio, mas o cumprimento das propostas apresentadas pelo próprio prefeito e o respeito aos nossos direitos”, afirmou. Ela acrescentou que o Sintepp permanece aberto ao diálogo, mas reforça que a mobilização continuará enquanto não houver uma negociação considerada séria e a apresentação de uma proposta concreta que atenda às reivindicações da categoria. A Redação Integrada de O Liberal entrou em contato com a Prefeitura de Ananindeua e aguarda retorno.