Professora brasileira com doença degenerativa tem morte assistida na Suíça

 

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A professora Célia Maria Cassiano, de Campinas, passou por um procedimento de morte assistida na Suíça nesta semana, após enfrentar uma doença degenerativa. Ela tinha atrofia muscular progressiva, uma condição do neurônio motor que provoca a perda gradual dos movimentos.

Professora da área da comunicação, ela passou a compartilhar nas redes sociais a rotina e o avanço da doença desde o diagnóstico, feito em 2024.

Com o agravamento do quadro, Célia passou a depender de cuidadores para atividades básicas do dia a dia, como alimentação e higiene. Diante da progressão da doença, decidiu organizar de forma reservada a viagem ao exterior para realizar o procedimento, permitido na Suíça em determinadas condições.

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Antes da morte assistida, ela publicou um vídeo de despedida nas redes sociais, em que relatou a decisão, descreveu o sofrimento causado pela doença e também falou sobre os últimos dias no país europeu, que classificou como especiais.

A professora também defendeu que o tema seja mais debatido no Brasil e destacou a importância de se discutir o direito à escolha em casos de doenças graves e incapacitantes.

No Brasil, a eutanásia é proibida por lei e pode ser enquadrada como crime. Já a ortotanásia, que permite que pacientes recusem tratamentos para prolongar a vida de forma artificial, é autorizada pelo Conselho Federal de Medicina.