Professor da Universidade de Lanús, na Argentina, agride estudantes durante ato político no campus
Um professor da Universidade Nacional de Lanús (UNLa) agrediu estudantes que realizavam atividades políticas, na última quarta-feira, dentro da instituição. O episódio, que envolveu socos e ataques verbais, gerou repercussão imediata na comunidade acadêmica e nos círculos políticos locais.
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O confronto teve início quando um grupo de alunos, vinculados à vertente política "Crear Más Libertad", instalou uma mesa informativa no campus para distribuir folhetos e dialogar com outros estudantes. Em determinado momento, a atividade foi interrompida pela chegada de um homem, posteriormente identificado como Juan Tumini, docente de Design e filho de Humberto Tumini, dirigente do movimento Libres del Sur.
Testemunhas e registros em vídeo indicam que a discussão evolui rapidamente para a agressão física, com o professor desferindo golpes contra os jovens presentes no local.
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De acordo com os envolvidos, o ambiente na UNLa tem vivido episódios recorrentes de intolerância contra "vozes dissonantes". Após o ocorrido, as vítimas buscaram assistência jurídica e formalizaram denúncias penais contra o professor. O vereador David Moroni, referente local do espaço político agredido, manifestou-se sobre a gravidade do ataque e a identificação do responsável.
— Identificamos o agressor, que é docente na universidade e filho de Humberto Tumini, presidente de Libres del Su. Isso foi o mais grave porque além dele havia outras autoridades da instituição — disse Moroni.
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A administração da Universidade Nacional de Lanús informou que iniciou os procedimentos administrativos pertinentes para apurar as responsabilidades do docente envolvido. Em nota, a instituição reiterou o compromisso com a "convivência democrática". Estudantes da universidade organizaram manifestações em repúdio as agressões cometidas pelo professor. O caso permanece sob investigação policial.
