Professor da UFRJ desaparece durante volta para casa e família pede ajuda para encontrá-lo
Um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desapareceu na tarde de quinta-feira após deixar o campus do Fundão em direção à sua casa, no bairro Encantado, na Zona Norte. O último contato de João Paulo Machado Torres, de 60 anos, com a família foi por volta das 12h30. Parentes pedem que, caso alguém tenha informações sobre seu paradeiro, entre em contato através do número (21) 98782-8389.
O telefone é do filho único de João, o jornalista Marcos Torres, de 28 anos, com quem o professor entrou em contato na tarde de quinta-feira para saber com quem e onde o filho assistiria o jogo do Fluminense.
Marcos conta que, na volta para casa, João costuma pegar um ônibus do Fundão até a estação de metrô Cidade Nova, onde pega uma composição até a Central ou Maracanã, para então tomar um trem que o deixa próximo de sua residência.
— O último contato comigo foi às 12h30. Quando ele me perguntou onde eu iria ver o o jogo do Fluminense, eu disse que havia marcado com uns amigos. Ele, então, disse que iria assistir de casa. Outras pessoas me disseram tê-lo visto chegando ao metrô Cidade Nova por volta das 13h30. Desde então, não se têm mais notícias. O celular parou de receber mensagens ou descarregou. Essa incerteza causa uma angústia muito grande — relata o filho.
De acordo com Marcos, a última vez que o celular deu sinal foi por volta das 14h, na Central do Brasil. Não se sabe, porém, se o celular estava o João com se havia sido roubado ou furtado. Todas as informações foram registradas nesta sexta-feira na Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), na Cidade da Polícia, em Benfica, Zona Norte do Rio. A unidade produziu um cartaz de desaparecimento.
João Paulo Machado Torres é professor de biofísica na UFRJ desde o ano 2000. Ele mora no bairro Encantado com a mulher.
— O meu pai nunca teve quadros de surto, mas soube que, ultimamente, ele estava com alguns problemas emocionais e meio depressivo. Torço para que ele tenha tido algum tipo de surto e tenha sido acolhido em algum lugar. Uma tia está fazendo buscas em hospitais — conta Marcos.
