Produtos químicos eram manipulados minutos antes de morte em piscina de academia; veja vídeo

 

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A Polícia Civil de São Paulo obteve vídeos que mostram o manobrista Severino Silva, de 43 anos, manipulando produtos químicos usados na piscina da academia C4 Gym, na Zona Leste da capital, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após passar mal durante uma aula de natação. Segundo a investigação, o funcionário não tinha qualificação técnica para a função e afirmou, em depoimento, que seguia orientações enviadas por WhatsApp por um dos sócios do estabelecimento.

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De acordo com as imagens, no dia do ocorrido, sábado (7), por volta das 13h24, Severino foi flagrado nos fundos da academia misturando produtos utilizados na limpeza da piscina. Em depoimento, ele disse que recebia instruções sobre o manuseio das substâncias por meio de mensagens enviadas por um dos sócios da academia.

O registro foi feito poucos minutos antes de os alunos da aula de natação passarem mal após entrarem na piscina. Pelo menos nove pessoas participavam da atividade.

Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, responsável pela investigação, Vinicius Oliveira, marido de Juliana, percebeu rapidamente que algo estava errado e começou a alertar os demais nadadores sobre o risco.

— Graças ao marido da Juliana, que identificou o perigo e começou a pedir para que as pessoas deixassem a piscina, outras não chegaram a morrer — afirmou o delegado.

Relatos de familiares indicam que Vinicius entrou primeiro na piscina, seguido por Juliana. Ao tentar sair da água, ela já apresentava sinais de mal-estar. Vinicius e um adolescente de 14 anos, identificado como Gabriel, que também participava da aula, seguem internados em estado grave. Vinicius foi entubado na noite de domingo (8). Outras duas pessoas receberam atendimento médico e já tiveram alta.

A principal suspeita da polícia é de que Juliana tenha morrido em decorrência de intoxicação provocada pela inalação de uma mistura de produtos químicos utilizados na limpeza da piscina.

No domingo, a C4 Gym se manifestou sobre o caso por meio das redes sociais. Em nota, a academia afirmou: “Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e prestando todo o apoio possível. Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes”.