Produtor vende 100g de grãos de café por R$ 10 mil em leilão, o que pode render a xícara mais cara do país

 

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Quanto você pagaria numa xícara de café? O valor pode e vai variar se pensar em se tratar de um espresso, um coado em casa ou feito por um barista, e por tantos outros fatores. Mas, nos últimos dias, uma venda chamou a atenção. Um microlote de 100 gramas de café arábica foi vendido por R$ 10 mil. A negociação foi feita por meio de um leilão on-line, que durou 24 horas.

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Essa proporção da negociação, com lote arrematado de forma conjunta pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína, pode render a xícara de café mais cara do país. Isso se seguir a receita de usar as 100 gramas para fazer cerca de 1,4 litro da bebida. Isso levaria a cada uma das sete xícaras de 200 ml custar mais de R$ 1,4 mil.

O preço pode parecer salgado, mas não é qualquer grão. Produzido na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas, Minas Gerais, é café arábica da variedade geisha. A seleção dos grãos foi manual, passou por fermentação a frio por sete dias e procesamento especial, disse o produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho em vídeo na última quinta-feira (7), horas antes de o leilão ter início, durante toda a sexta-feira (8). Ainda de acordo com ele, o microlote recebeu avaliação sensorial de 92 pontos.

Os lances surpreenderam, uma vez que os dois pacotes, de 50 gramas cada, começaram a ser disputados por R$ 1. Isso mesmo, um real. O lote foi dividido entre as duas empresas que arremataram o produto.

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No início deste mês, a Fazenda Rarus já tinha feito uma venda expressiva. No dia 1º, um microlote de 70 gramas de café arábica especial, também da variedade geisha, foi arrematado por R$ 3 mil. A venda também foi feita através de leilão, com duração de 24 horas, realizado nas redes sociais. Esse lote, segundo a produção, também atingiu mais de 90 pontos.

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Na ocasião, o produtor Luiz Paulo falou que se surpreendeu com a procura e pelos lances dados, uma vez que esperava conseguir uma venda por cerca de R$ 100. Para ele, essas negociações recentes mostram a mudança de como o café passou a ser visto, como um produto de luxo. O produtor espera que o cultivo de grãos e o consumo da bebida passem a ser valorizados tal qual o vinho já atingiu um patamar mundialmente.

Esse primeiro microlote foi adquirido por Hugo Passos Swerts Jr., da corretora Café Responsável. Ele e o produtor fizeram um vídeo juntos para celebrar a venda.

— Eu acho que isso aí é um reconhecimento não só da Café Responsável, mas de todas as pessoas que lançaram o nosso leilão. Ele começou através de uma brincadeira quando nós provamos o café e esse café, eu pessoalmente fui na lavoura, colhi somente os grãos que eu achava que era perfeito, fizemos a seca no forno para desidratar — disse Luiz Paulo num vídeo ao lado do comprador, publicado em 4 de maio. — Esses detalhes, a gente vai compartilhar depois, mas realmente ficou um café único. Esse Projeto Raros é uma ideia de a gente estar colocando o produtor mais a par do que ele produz, levar a família, levar os filhos, ter prazer em ver o que é produzido na fazenda. E eu acho que cada vez mais, com o apoio de clientes como vocês, esse projeto tem tudo para dar certo.

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