A produção de gasolina da Rússia caiu para cerca de 70% do nível de consumo interno no fim de agosto, depois que uma série de ataques de drones da Ucrânia obrigou grandes refinarias a suspender as operações, segundo duas fontes do setor.
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Kiev intensificou os ataques contra a infraestrutura energética russa em uma tentativa de reduzir as receitas de Moscou, provocando uma crise de combustíveis que obrigou a Rússia a importar derivados de petróleo e manter restrições às vendas em todo o país.
Após um breve alívio no fim de julho, quando algumas autoridades locais começaram a flexibilizar ou suspender as restrições às vendas de combustíveis, a escassez voltou a atingir regiões russas em agosto.
A produção de gasolina no fim de agosto caiu para aproximadamente o mesmo nível registrado no início de julho, no auge da primeira onda de uma crise de combustíveis que vinha se agravando desde maio, disseram as fontes.
Autoridades regionais voltaram a impor restrições, incluindo limites de compra por cliente e calendários de venda definidos de acordo com os números das placas dos veículos.
O impacto da escassez foi parcialmente amenizado pelo fato de motoristas evitarem viagens não essenciais diante do risco de enfrentar longas filas nos postos ou ficar sem combustível.
Na última semana, drones atingiram e paralisaram as operações de várias grandes refinarias, incluindo unidades em Perm, Nizhny Novgorod e Yaroslavl, todas importantes produtoras de gasolina automotiva.
As paralisações emergenciais ampliaram a diferença entre a produção de gasolina e a demanda do mercado para cerca de 35 mil toneladas por dia, o que significa que a produção atual, de aproximadamente 80 mil toneladas diárias, atende apenas 70% da demanda interna, disseram as fontes.
A produção média de gasolina em agosto ficou em cerca de 90 mil toneladas por dia, equivalente a aproximadamente 80% da demanda estimada para o verão, de 115 mil toneladas diárias.
O Ministério da Energia da Rússia não respondeu a um pedido de comentário da Reuters.
Carros fazem fila para abastecer em um posto da Gazprom Neft em meio à escassez de combustíveis após uma recente série de ataques aéreos ucranianos contra refinarias de petróleo em regiões da Rússia e novos cortes na produção de gasolina, durante o conflito entre Rússia e Ucrânia, em Moscou, Rússia, em 20 de agosto de 2026.
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REUTERS/Anastasia Barashkova
Importações aumentam
O déficit de combustíveis obrigou o governo russo a aumentar as importações de derivados de petróleo.
Os embarques marítimos provenientes de países asiáticos devem somar cerca de 270 mil toneladas em agosto, enquanto as importações de gasolina da Belarus devem chegar a aproximadamente 150 mil toneladas no mês, ou cerca de 5 mil toneladas por dia, de acordo com participantes do mercado.
No total, cerca de 220 mil toneladas de gasolina importada já chegaram à Rússia em agosto, segundo estimativas de operadores, uma média de aproximadamente 7 mil toneladas por dia.
Com as exportações de gasolina proibidas até 31 de janeiro e as importações complementando a produção doméstica, a oferta ao mercado interno pode atingir uma média de cerca de 97 mil toneladas por dia em agosto, ou aproximadamente 85% da demanda.
Veículos fazem fila para abastecer em um posto de gasolina na cidade siberiana de Omsk, Rússia, em 6 de julho de 2026
REUTERS/Alexey Malgavko/Foto de arquivo
