Procuradoria-Geral da Venezuela solicitou a prisão do líder da oposição, horas após sua libertação da prisão

 

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A Procuradoria-Geral da Venezuela anunciou na manhã desta segunda-feira (hora local) que partiu do órgão a solicitação de prisão preventiva do líder da oposição Juan Pablo Guanipa, alegando que ele violara os termos de sua soltura poucas horas antes.

"A Procuradoria-Geral reitera que as medidas cautelares determinadas pelos tribunais estão condicionadas ao estrito cumprimento das obrigações impostas", afirmou o órgão, solicitando que os tribunais "o transfiram para prisão domiciliar".

Guanipa deixou a prisão no início da tarde de domingo e percorreu vários centros de detenção, em Caracas, de motocicleta, onde se encontrou com familiares de presos políticos e conversou com a imprensa.

Logo após a abordagem e consequente detenção, a reação inicial de correligionários, como a líder opositora e Nobel da Paz María Corina Machado; e da família de Guanipa, como seu filho Ramón, vieram a público denunciar o que acusaram de sequestro.

"Há poucos minutos, Juan Pablo Guanipa foi sequestrado no bairro de Los Chorros, em Caracas. Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Exigimos sua libertação imediata", escrevera Corina em sua conta na revista X.