Procurado por estupro coletivo de adolescente em Copacabana é jogador do Serrano Football Club

 

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Um dos quatro réus denunciados por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, o atacante João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, atua como jogador de futebol, de acordo com dados obtidos pelo GLOBO. Ele joga pelo Serrano Football Club (Serrano-RJ) e já disputou competições oficiais organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

De acordo com súmula publicada pela federação no Campeonato Estadual B1 Sub-20 de 2025, João Gabriel Xavier Bertho integrou o elenco do Serrano na partida contra o Paduano, no dia 30 de julho de 2025, no CT Tigres, em Duque de Caxias. Ele atuou como titular, vestindo a camisa 9.

Antes de defender o Serrano, João Gabriel também atuou pelo S.C. Humaitá, conforme registro da Liga Niteroiense de Desportos. No perfil do atleta na entidade, ele aparece vinculado ao clube e inscrito na Copa Niterói de Futebol Sub-20/2025.

Segundo os dados disponíveis na liga, ele participou de ao menos seis partidas na competição, entre fevereiro e março de 2025, contra equipes como A.D. Leões do Brasil, Rio Athletic, Grande Rio F.C., Maricaense A.C. e Niterói F.C.

Neste domingo, o Disque Denúncia (2253-1177) divulgou um cartaz para auxiliar nas investigações da 12ª DP (Copacabana), com o objetivo de obter informações que levem à localização e prisão dos quatro homens envolvidos no crime.

O Disque Denúncia divulgou um cartaz com objetivo de obter informações que levem à localização e prisão de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19; e João Gabriel Xavier Bertho, de 19.

Divulgação/Disque Denúncia

O Serrano Football Club ainda não se pronunciou sobre como fica a situação do foragido.

Procurado por estupro coletivo em Copacabana

João Gabriel Bertho Xavier e outros três réus, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19, são procurados pela Polícia Civil do Rio por estuprar uma adolescente de 17 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio.

O crime aconteceu na noite do dia 31 de janeiro, quando um menor de 17 anos atraiu a adolescente, que seria sua ex-namorada, para um encontro amoroso num apartamento na Rua Viveiros de Castro. Quando eles estavam tendo uma relação dentro do quarto, os outros homens entraram no cômodo e praticaram o crime.

Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio.Segundo a Polícia Civil, após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP (Copacabana) para fazer o Registro de Ocorrência.

O exame de corpo de delito feito na vítima identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos.

Após a Polícia Civil indiciar os quatro homens pelo de crime de estupro com concurso de pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na sexta-feira.

No sábado, a Polícia Civil fez uma operação, denominada "Não é Não", para prendê-los, mas nenhum deles foi encontrado. Eles são considerados foragidos da justiça.

O menor de 17 anos também está sendo procurado, mas teve sua identidade preservada. A apuração da sua conduta ficará a cargo da Vara da Infância e da Adolescência.

'Emboscada'

De acordo com as investigações, o menor, que já teve um relacionamento com a vítima entre 2023 e 2024, enviou uma mensagem a ela fazendo um convite para um encontro no apartamento de um amigo dele. E fez um pedido: que ela levasse uma amiga, mas ela afirmou não ter quem levar e foi sozinha. Ele, então, a recepcionou na portaria do prédio e, no elevador, comentou que havia outros amigos no imóvel e insinuou que eles também participariam do momento entre os dois, proposta que ela diz ter rejeitado.

Em depoimento, a vítima contou que, ao chegar ao apartamento, ela foi levada para um quarto e, durante a relação sexual entre ela e o ex-namorado, os quatro rapazes teriam adentrado o local, ficaram nus, passaram a tocá-la e a beija-la à força. Em seguida, a obrigaram a fazer sexo oral. Ela tentou sair do quarto, mas foi impedida. A adolescente relatou ainda que sofreu penetração dos quatro e foi agredida com socos, tapas e chupes na região abdominal.

Segundo Lages, o crime de estupro praticado neste caso é qualificado pelo fato de a vítima ser menor de 18 anos, e há aumento de pena por ter sido praticado de forma coletiva. Os suspeitos podem ter que cumprir até 20 anos de prisão.