Procon cobra explicações da Cedae após crise de abastecimento na Região Metropolitana do Rio
O Procon Carioca notificou nesta segunda-feira a Cedae por conta das falhas no abastecimento que deixaram milhões de moradores sem água na Região Metropolitana do Rio. A empresa terá 48 horas para prestar esclarecimentos, sob pena de multa.
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A notificação ocorre após uma sequência de problemas na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, desde o último dia 5, que reduziram a produção e provocaram interrupções no fornecimento em bairros da capital e em cidades da Baixada Fluminense. Além da falta d’água, moradores relataram prejuízos materiais, como invasão de imóveis pela força da água, danos a veículos e impactos em comércios e serviços.
Mesmo depois de a companhia informar a conclusão dos reparos, novos vazamentos foram registrados no complexo do Guandu e em adutoras em Duque de Caxias, prolongando a crise. O episódio também afetou unidades de saúde, escolas e creches, além de atingir grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com deficiência.
No documento enviado à Cedae, o órgão municipal cobra um plano de ressarcimento aos consumidores prejudicados e a concessão de compensação automática nas contas das áreas atingidas. O Procon também pede informações sobre o número de unidades afetadas, as causas dos rompimentos no sistema, o prazo para normalização do abastecimento e medidas de manutenção preventiva.
— Estamos falando de um serviço essencial e inegociável. A água é um direito básico e indispensável para a saúde, para a higiene e para a dignidade das pessoas. Milhões de moradores ficaram sem abastecimento por dias, enfrentando transtornos graves na rotina diária. Uma situação como essa não pode ser tratada como algo normal — afirmou o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires.
O Procon informou ainda que mantém um canal específico em seu site para o registro de reclamações de falta de água. Segundo o órgão, as denúncias ajudam a mapear falhas recorrentes e embasam a adoção de medidas administrativas contra concessionárias que descumprirem o Código de Defesa do Consumidor.
Procurada pelo GLOBO, a Cedae ainda não se manifestou.
