Procedimentos correram bem e não devem afetar campanha de Lula, relata equipe médica do Sírio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já foi atendido no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e deve ter alta até o meio-dia. Segundo a equipe médica, os procedimentos a que ele foi submetido não tiveram intercorrências, nem devem afetar o ritmo de campanha.
— O procedimento ocorreu sem intercorrência nenhuma. Ele deverá permanecer mais algumas horas no hospital e deve ir para casa hoje — afirmou o médico cardiologista Roberto Kalil, chefe da equipe médica do presidente.
O presidente retirou uma lesão de pele e realizou uma biópsia, com resultado previsto para os próximos dias. De acordo com a equipe médica, essa é apenas uma medida de precaução.
A lesão é um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de tumor de pele. Esse tipo de lesão costuma ser localizado e, em geral, não apresenta risco de espalhamento para outras partes do corpo.
Apesar do procedimento, a expectativa é de recuperação rápida. A previsão é que o presidente retome suas atividades em cerca de dois dias.
— A resposta é não. Ele vai voltar à atividade normal daqui uns dois dias, por coerência. Tem uma agenda na segunda no interior de SP que ele já queria ir. Por coerência, espera-se um pouquinho, tem uma ferida na pele. Mas, de novo, o importante é se vai atrapalhar o dia a dia da campanha. A resposta é não, o máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu — disse Kalil.
Acompanhado pela primeira-dama Janja, Lula deu entrada às 7h10 desta sexta no hospital para realizar dois procedimentos médicos.
Entenda o que é queratose e tendinite, problemas que motivaram ida do presidente ao hospital
Um deles era uma cauterização para extrair uma queratose no couro cabeludo, nome técnico dado ao acúmulo de pele na camada mais superficial, com aparência áspera ou descamativa. Dependendo do tipo, a lesão pode exigir acompanhamento médico e costuma ser removida em consultório. Em fevereiro, o presidente já havia passado pelo mesmo processo.
Kalil negou que o acúmulo de pele seja resultado da queda sofrida pelo presidente no Palácio do Alvorada, em outubro de 2024. Segundo relatos, Lula estava sentado em um banco para cortar as unhas dos pés quando se desequilibrou, caiu e bateu a cabeça. Ele levou cinco pontos e, cerca de dois meses depois, precisou drenar um hematoma no crânio. Nas duas vezes, ele também foi atendido no Hospital Sírio-Libanês.
— Não tem nada a ver com a queda. Isso é lesão de pele e sempre chama a atenção, porque a população tem que usar filtro solar, ter esses cuidados com a pele. Então, isso é muito comum, essas lesões de pele são as causas mais comuns que tem no mundo.
Lula também passou por uma infiltração no punho, nesta sexta, para tratamento de tendinite no dedão do polegar da mão direita. O presidente tem reclamado de dor no local. A tendinite é a inflamação de um tendão, estrutura que conecta músculo ao osso. A infiltração consiste na aplicação de medicamentos anti-inflamatórios, como corticoides, diretamente na região afetada para aliviar a dor, e costuma ser recomendada quando a fisioterapia não surte o efeito desejado.
Após os dois procedimentos, o presidente passará o fim de semana descansando em sua casa, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A participação do presidente no encerramento do Congresso do PT, em Brasília, no domingo, 26, ainda não está confirmada.
Na próxima segunda-feira, 27, ele cumpre agendas no interior de São Paulo. Lula irá a Presidente Prudente para inauguração do novo centro de radioterapia do hospital regional da cidade e depois seguirá para Andradina, para cerimônia de entregas para a agricultura familiar e apresentação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Produção de Leite.
