Príncipe Harry rejeita acusação de difamação feita por ONG africana que ele mesmo fundou
O príncipe Prince Harry está sendo processado por difamação pela organização beneficente africana Sentebale, que ele próprio ajudou a fundar, em mais um capítulo da crise interna que envolve a instituição. A ação foi apresentada no Tribunal Superior de Londres e também inclui como réu o ex-conselheiro da entidade Mark Dyer. Em resposta, ele rejeitou “categoricamente” à acusação, informou um porta-voz à AFP nesta sexta-feira.
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O filho mais novo do rei Charles III e um ex-membro do conselho da ONG, Mark Dyer, são citados como réus no processo.
— Como cofundadores da Sentebale e membros fundadores do conselho, eles rejeitam categoricamente essas alegações ofensivas e prejudiciais. É extraordinário que fundos de caridade estejam sendo usados agora para promover uma ação judicial contra as próprias pessoas que construíram e apoiaram a organização por quase duas décadas — afirmou o porta-voz em comunicado.
O processo judicial ocorre após uma série de desentendimentos públicos entre Harry e a atual direção da ONG, especialmente com a presidente do conselho, Sophie Chandauka. O príncipe havia deixado o cargo de patrono da organização em 2025, após uma disputa considerada irreconciliável.
Criada em 2006 em homenagem à princesa Diana, a Sentebale atua no apoio a jovens afetados pelo HIV e pela AIDS no sul da África, especialmente em países como Lesoto e Botsuana.
Registros judiciais indicam que a ação foi protocolada como um processo padrão de difamação, dentro das regras civis britânicas. Os detalhes específicos das acusações ainda não foram divulgados publicamente.
O embate entre Harry e a liderança da entidade se agravou nos últimos anos, incluindo acusações de má gestão e conflitos sobre governança. Investigações anteriores de autoridades britânicas não encontraram evidências de assédio sistêmico, mas apontaram falhas administrativas e criticaram a exposição pública do conflito, que afetou a reputação da instituição.
