Primeiro-ministro do Canadá diz que 'nação está de luto' após atentado em escola

 

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Em uma declaração a jornalistas logo após chegar no Parlamento, em Ottawa, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse que era um 'dia difícil' e que a 'nação estava de luto' pelo atentado em uma escola em Tumbler Ridge com nove mortos.

'Pais, avós, irmãos e irmãs em Tumbler Ridge vão acordar sem alguém que amam. A nação está de luto com vocês. O Canadá está ao seu lado', disse.

O primeiro-ministro então afirma ter instruído que as bandeiras em todos os prédios governamentais sejam hasteadas a meio mastro durante a próxima semana.

'Vamos superar isso. Mas agora é hora de nos unirmos, como os canadenses fazem nessas situações terríveis. Para nos apoiarmos mutuamente, para lamentarmos juntos e para crescermos juntos', continuou.

Entenda como ocorreu ataque em escola no Canadá que deixou ao menos nove mortos

Alerta enviado pela polícia após tiroteio em escola no Canadá.

Reprodução

A polícia ainda tenta entender o que teria motivado a autora de um ataque a uma escola e uma casa com nove mortos e outros 25 feridos. A atiradora também morreu no episódio.

O caso começou às 13h20 no horário local dessa terça-feira (10), quando os policiais receberam uma denúncia de um atirador ativo na escola Tumbler Ridge Secondary School. Em poucos minutos, chegaram no local.

Por volta das 13h30, alarmes começaram a soar na escola, anunciando um bloqueio e ordenando o fechamento das portas das salas de aula. Um aluno disse que ele e seus colegas usaram mesas para barricadas.

A Polícia Montada Real Canadense emitiu rapidamente um alerta para que os moradores de Tumbler Ridge se abrigassem em suas casas, trancando as portas e permanecendo dentro de suas residências até novas instruções. Posteriormente, um informe oficial diz que um suspeito foi encontrado morto, mas que seus agentes estavam investigando o possível envolvimento de um segundo suspeito.

Além do suspeito, a polícia confirmou posteriormente a morte de pelo menos nove pessoas. Seis foram encontradas mortas quando a polícia chegou à escola, e outra pessoa morreu a caminho do hospital.

Outros dois mortos estavam em uma casa na região, na qual se acreditava terem sido vítimas da assassina. Ainda não foi divulgada uma ligação entre esses mortos da casa e a atiradora.

Às 17h45, a polícia cancelou o alerta de emergência, afirmando não acreditar que houvesse outros suspeitos foragidos 'ou ameaça contínua ao público'. A polícia informou que o suposto atirador foi encontrado 'morto com o que parece ser um ferimento autoinfligido'.

Cerca de 25 outras pessoas ficaram feridas, segundo as autoridades.

Mais tarde, em uma coletiva de imprensa, o superintendente Ken Floyd, comandante do distrito norte da Polícia Montada Real Canadense da Colúmbia Britânica, disse que a corporação ainda não era capaz de afirmar 'o que pode ter motivado essa estratégia'.