Primeiro GET audiovisual da rede municipal de ensino é inaugurado no Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho

 

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Foi inaugurado, nesta sexta-feira, o Ginásio Educacional Tecnológico Audiovisual (GET Audiovisual) na Escola Municipal Camilo Castelo Branco, no Jardim Botânico. A unidade é a primeira do município com formação voltada para o ensino, a produção e a edição de vídeo, integrada ao currículo escolar em tempo integral. O projeto é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Roberto Marinho.

A escola já funcionava atendendo crianças do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, em horário integral. Com a implementação do GET, ela está sendo adaptada com a criação de novos ambientes, como estúdios de gravação, sala de controle, espaço criativo, ateliê de produção, sala audiovisual para criação e edição digital e um auditório com camarim. Além disso, há um colaboratório maker, espaço similar a uma oficina com equipamentos desde tablets e canetas 3D até máquinas de costura.

José Roberto Marinho, vice-presidente do Grupo Globo e presidente da Fundação Roberto Marinho, visitou o GET Audiovisual no Jardim Botânico, ao lado do secretário-geral da Fundação Roberto Marinho e do secretário de Educação Renan Ferreirinha

Gabriel de Paiva/Agência O Globo

O vice-presidente do Grupo Globo e presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, visitou a unidade nesta manhã e conversou com alguns alunos.

— O impacto maior vai ser na vida deles. Esse tipo de equipamento traz muito mais interesse do aluno na escola, e isso aumenta a retenção escolar. Os resultados são outros, isso já está mais do que comprovado. É também uma ajuda que nós estamos dando para esse ciclo integral de oito horas, para que os alunos possam fazer a formação curricular tradicional e, no outro turno, já aprendam uma profissão, aprendendo a solucionar questões reais da vida e desenvolver maturidade, que vem junto com a experiência de trabalhar em equipe e resolver problemas — afirma José Roberto.

A formação audiovisual dialoga com a trajetória da própria Fundação Roberto Marinho. Depois de conhecer alguns dos estudantes, José Roberto contou que se sentiu inspirado.

— A empolgação que eles mostram, o conhecimento do que estão fazendo, é uma outra motivação. Então, é realmente um gás a mais que entra na vida deles. É muito inspirador — acrescentou o presidente da Fundação.

Secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria destaca que a parceria com a rede municipal para uma escola vocacionada ao audiovisual busca ampliar o contato de estudantes, desde os anos finais do ensino fundamental, com tecnologias e linguagens contemporâneas.

— É a oportunidade de você apresentar para esses estudantes tecnologias, universos produtivos e da criação humana, e esses estudantes irem se interessando e desenvolvendo seus talentos. A gente vive um mundo em que a linguagem audiovisual é muito presente e muito poderosa. Quando falamos de audiovisual aqui, falamos também de mídia, de linguagens que envolvem tecnologia e que fazem parte do mundo contemporâneo — disse.

O espaço contará com equipamentos específicos e professores especializados, além do apoio contínuo da Fundação na formação de docentes e no desenvolvimento de atividades com os estudantes. A proposta prevê que a escola se abra para a comunidade do entorno, com iniciativas voltadas aos moradores da região.

A proposta pedagógica dos GETs integra a metodologia STEAM — de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — ao universo do audiovisual. Os estudantes aprendem ao criar, filmar, programar, prototipar e narrar suas ideias e histórias.

O secretário de Educação do município, Renan Ferreirinha, lembrou que o Rio concentra mais 60% da indústria audiovisual do Brasil, e que o GET oferece a oportunidade de preparar futuros profissionais.

— A gente espera que possa só crescer a partir desse caso de sucesso. Aqui vai ser também um centro de formação. A ideia é que todos os nossos estudantes possam se formar com uma capacidade audiovisual e, assim, a gente consegue afetar não só a escola, mas toda a rede — afirma Ferreirinha.