Primeira-ministra do Japão nega espionagem na Rússia após prisão de jornalista: 'Não existe'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, negou nesta quinta-feira que seu país realize atividades de espionagem na Rússia, após a prisão de um jornalista japonês suspeito de atuar como espião. O Ministério das Relações Exteriores russo identificou o detido como Yuki Imai, do jornal Hokkaido Shimbun, e afirmou que ele é acusado de “realizar atividades de espionagem em território russo”. Veja também: RJ Mitte estava gravando filme e minissérie, que agora estão suspensos com a morte do ator; saiba mais Selma Blair: Quem é a atriz de 'Legalmente Loira' acusada de agredir tripulantes de voo, policial e enfermeira em Nova York — Não existe tal fato — declarou Takaichi a jornalistas, ao ser questionada sobre as acusações.

O governo japonês convocou o embaixador russo em Tóquio para protestar contra a detenção. A primeira-ministra afirmou que ainda não há clareza sobre os detalhes da prisão. “Cada país tem leis internas diferentes, então ainda não sabemos os detalhes” das acusações contra o jornalista, disse.

— Mesmo assim, o Japão apresentará firmemente sua posição — acrescentou. Nos últimos anos, a Rússia deteve várias pessoas de países que classifica como “hostis”, sob acusações de trabalhar para serviços de inteligência ocidentais. Rússia e Japão mantêm há décadas uma disputa pela soberania de um arquipélago no oceano Pacífico, diante da costa nordeste japonesa e a sudoeste da região russa de Sacalina. As ilhas Curilas, conhecidas no Japão como “Territórios do Norte”, estão sob controle russo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando foram ocupadas pela União Soviética.

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