Primeira brasileira a liderar agência da ONU sobre fundos marinhos alerta para risco de ações unilaterais sob Trump

 

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Após mais de dez anos de debate, é esperado que o mundo veja, até o fim do ano, a conclusão de um conjunto de regras para a mineração em águas profundas. O feito, por si só histórico, também seria simbólico: se concluído neste prazo, será sob a gestão da carioca Leticia Carvalho, atual secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla original). Sua chegada em 2025 ao cargo marcou a primeira vez de uma mulher, uma latino-americana e uma oceanógrafa na liderança da entidade, criada em 1994 sob a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Ao todo, 171 países e a União Europeia integram o organismo, que, segundo a especialista, tem enfrentado pressões “sem precedentes” nos últimos tempos. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, Carvalho define a elaboração do chamado Código de Mineração como fundamental para evitar uma corrida desordenada por recursos estratégicos — e alerta para os riscos que poderão ser enfrentados diante do que chamou de um cenário de fragmentação do multilateralismo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.