Prestianni, pivô de racismo contra Vini Jr, acusa Uefa de favorecer Real Madrid: 'Nem tentam esconder'
Suspenso preventivamente pela Uefa após ser acusado por Vini Jr de cometer um ato de racismo em jogo da Champions League, Gianluca Prestianni se revoltou nas redes sociais por ficar fora da partida de volta da repescagem entre Real Madrid e Benfica. O jogador argentino apontou que a entidade europeia favorece o clube espanhol.
Em publicação no X apagada após cerca de 30 minutos, ele compartilhou um lance na partida de ida, com uma falta cometida por Federico Valverde, jogador do Real, e reclamou que não houve punição para o uruguaio. No vídeo original, um usuário chama os merengues de "maior máfia da Terra".
— Acertar um golpe sem bola é permitido e não há nenhuma punição. Mas, ao que parece, pode-se punir sem provas. Eles nem tentam mais esconder seu favorecimento ao Real Madrid. Eles são uma vergonha — disparou Prestianni na publicação apagada.
Prestianni acusa Uefa de favorecer Real Madrid
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Nesta quarta-feira, a Uefa confirmou que rejeitou o recurso apresentado pelo Benfica e manteve a sanção provisória de um jogo aplicada a Prestianni. Com isso, o jogador está oficialmente fora da partida no Santiago Bernabéu.
Em comunicado, de acordo com o jornal espanhol Sport, a entidade afirmou que “rejeita o recurso apresentado pelo SL Benfica” e que “confirma a decisão do Comité de Controlo, Ética e Disciplina” de suspender o atleta por um jogo, em caráter provisório.
Prestianni foi acusado de ter dirigido ofensas racistas a Vini Jr durante o confronto de ida, em Lisboa. O caso segue sob investigação disciplinar com base no Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da Uefa, que trata de comportamento discriminatório.
O Benfica ainda nutria expectativa de reversão da decisão antes do duelo decisivo em Madrid. Tanto que o jogador viajou com a delegação para a capital espanhola, mesmo sob suspensão preventiva. A diretoria acreditava que a resposta da Uefa poderia sair antes da bola rolar — o que não ocorreu de forma favorável.
O presidente do clube, Rui Costa, havia saído publicamente em defesa do argentino, afirmando que Prestianni “não é um jogador racista” e que o Benfica não compactua com qualquer forma de discriminação. O dirigente também classificou a situação como “incômoda” e sustentou que houve provocações de ambos os lados durante o jogo.
