Prestes a completar 100 anos, Mel Brooks doa seu arquivo pessoal para o National Comedy Center, em Nova York
Mel Brooks — que completará 100 anos em junho e cuja carreira titânica inclui interpretar um homem idoso com um forte sotaque judaico respondendo a perguntas sobre assuntos como a invenção do fogo — está doando seu arquivo pessoal para o National Comedy Center, em Jamestown, Nova York.
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Documentando a trajetória de um dos pilares da comédia moderna, o arquivo abrange quase 15 mil documentos e cinco mil fotos que lançam luz sobre uma vida inteira dedicada a fazer piadas. O conjunto inclui roteiros, storyboards e outros materiais de todos os filmes que Brooks dirigiu, incluindo suas paródias de sucesso da Broadway (“Os produtores”), faroestes (“Banzé no Oeste”) e terror (“O jovem Frankenstein”).
“Sinto-me honrado por minhas contribuições serem preservadas para as futuras gerações no National Comedy Center”, disse Brooks em um comunicado.
Mel Brooks e Bernadette Peters no filme 'A última loucura de Mel Brooks'
Divulgação
As conversas sobre a doação começaram há cinco anos. As contribuições de Brooks são particularmente importantes, disse Journey Gunderson, diretora executiva do centro.
— É algo grandioso, especialmente considerando a duração da carreira de Mel e a maneira como ele satiriza, sem medo, os momentos mais sombrios da Humanidade no período pós-Segunda Guerra Mundial — disse ela.
Ninguém na comédia zombou dos nazistas com mais frequência do que Brooks. Martin Short, interpretando o idiota entrevistador de celebridades Jiminy Glick, certa vez lhe perguntou:
— Qual é o seu maior problema com os nazistas?
Brooks respondeu com ironia:
— Eles eram grosseiros.
