Pressionado, Fluminense busca evitar crise contra o Independiente Rivadavia em noite de Libertadores no Maracanã
O Fluminense teve uma semana para esquecer. Com o time até então vice-líder do Campeonato Brasileiro, o técnico Luis Zubeldía decidiu poupar titulares no empate com o Coritiba, mas o descanso não surtiu o efeito esperado na estreia da Libertadores, no 0 a 0 contra o Deportivo La Guaira-VEN. Para piorar a situação, a diretoria ficou em maus lençóis com a própria torcida ao colaborar com a mudança de data no Fla-Flu, que culminou com a derrota para o rival no domingo por 2 a 1. Diante dessa virada de maré, o jogo contra o líder do grupo, Independiente Rivadavia-ARG, hoje, às 21h30, no Maracanã, pelo torneio continental, ganha ares de decisão.
Há três jogos sem vencer, o tricolor dá os primeiros sinais de instabilidade, potencializada pela relação conturbada entre torcida e clube. O presidente Mattheus Montenegro, inclusive, ouviu os primeiros xingamentos da arquibancada no clássico.
Se o clima é desfavorável fora de campo, o time de Zubeldía tem o fator casa a seu favor. Apesar da derrota como mandante no Fla-Flu, o desempenho em casa ainda é o ponto alto do trabalho do treinador, que busca evitar sua primeira turbulência com cerca de seis meses à frente da equipe. E, quando se fala em noites de Libertadores no Maracanã, o Fluminense pode se encher de confiança: são cinco anos sem nenhuma derrota jogando em casa — a última foi diante do Junior Barranquilla-COL (2 a 1), na fase de grupos, em 2021.
Sem Lucho Acosta — seu melhor jogador na temporada até então — por conta de uma lesão no joelho esquerdo, Savarino deverá começar jogando após entrar bem no segundo tempo e marcar na derrota para o Flamengo. A dúvida é se Ganso comandará o meio-campo ou Serna ocupará uma das pontas.
Do outro lado, o Rivadavia chega em bom momento. É o líder do Grupo B do Campeonato Argentino, à frente do River Plate. O atacante Sebastián Villa e o técnico Alfredo Berti são os destaques do atual campeão da Copa Argentina.
— O Villa tem bastante velocidade e muita força na finalização. É o dono da equipe. Teve uma boa passagem pelo Boca Juniors, mas acabou saindo após acusações de agressão contra duas mulheres — destaca o correspondente do Grupo Globo Raphael Sibilla, que complementa: — O Berti joga junto com o time. Costuma montar equipes organizadas defensivamente, mas seu grande diferencial está no aspecto anímico.
