A investigação da invasão de um imóvel na Vila Valqueire, na Zona Sudoeste do Rio, ocorrida na madrugada do último dia 11 levou à prisão, nesta quinta-feira, do integrante de uma quadrilha que teria praticado mais de 50 furtos a residências. Jefferson dos Prazeres da Silva foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada, pelos policiais da 24ª DP (Piedade), e confessou os crimes, segundo a delegada Natacha Alves de Oliveira.
— O investigado confessou sua participação no crime e revelou detalhes sobre a atuação da quadrilha, que utilizava informações sobre a rotina das vítimas e conhecimentos técnicos para acessar os imóveis — disse a delegada. Com o preso, os policiais apreenderam além da pistola, carregador e munições, 37 chaves de diferentes tipos, além de um boné preto que corresponde ao acessório usado por um dos responsáveis pela invasão à casa na Vila Valqueire.
Os bandidos levaram da residência cerca de R4 50 mil em espécie, além de relógios, joias, cordões e outros objetos de valor. Segundo a polícia, Jefferson tem ligação com bandidos do Complexo do Chapadão, Juramento e Alemão.
O preso teria declarado na delegacia que o grupo criminoso ao qual pertencia atuava em bairros como Ipanema e Botafogo, na Zona Sul; Barra da Tijuca e Vila Valqueire, na Zona Sudoeste, além dos municípios de Magé e Maricá. Boné, pistola e 37 chaves entre os objetos apreendidos com o preso
Divulgação/Polícia Civil De acordo com as investigações, a ação era cuidadosamente planejada, se valendo de informações antecipadas sobre a rotina dos moradores, a existência de objetos de elevado valor e o período em que a residência permaneceria desocupada.
No caso da Vila Valqueire, o grupo teria realizado levantamentos prévios para identificar o momento em que as vítimas estariam ausentes, possibilitando o ingresso no imóvel sem confronto direto com os moradores. Jafferson teria sido recrutado pelo bando devido os conhecimentos profissionais como chaveiro, que garantindo habilidade na abertura de fechaduras, fazendo dele o responsável por viabilizar o acesso aos edifícios e às residências.
Outros membros tinham funções também bem definidas, com divisão de tarefas, a de obtenção de informações, do planejamento, do transporte, e da abertura dos acessos e retirada dos bens. A identificação do acusado foi resultado de um trabalho de inteligência desenvolvido pela equipe operacional da 24ª DP com a ajuda do Civitas, sistema de inteligência e videomonitoramento da prefeitura do Rio.
Por meio da análise de imagens, do cruzamento de informações e da reconstrução dos deslocamentos realizados pelos envolvidos, os investigadores conseguiram avançar na identificação dos suspeitos e na compreensão da dinâmica criminosa. O trabalho conjunto permitiu analisar a utilização de veículos, os trajetos percorridos e a movimentação dos envolvidos antes e depois da ação criminosa.
—As investigações prosseguem com o objetivo de identificar os demais envolvidos, esclarecer a possível participação do grupo em outros crimes e localizar os bens subtraídos — concluiu a delegada.
O Globo