Jainendra Kumar Nigam enfrentou disputas judiciais, dificuldades financeiras e a perda da casa da família antes de realizar o sonho de se tornar delegado de polícia na Índia Um homem que fez uma prova algemado enquanto estava preso conseguiu transformar uma trajetória marcada por dificuldades em uma conquista profissional.
Jainendra Kumar Nigam ficou em 12º lugar no concurso da Comissão de MPPSC (Serviço Público de Madhya Pradesh), na Índia, e foi selecionado para o cargo de superintendente adjunto de polícia. Antes de alcançar o resultado, Nigam enfrentou duas prisões, disputas judiciais e a perda da casa da família, que foi incendiada.
Mesmo em meio aos problemas, ele manteve o objetivo de ingressar no serviço público, inspirado pelo sonho que o pai não conseguiu realizar. Nigam estava sob custódia quando chegou o momento de realizar a prova preliminar do concurso da MPPSC.
Por isso, foi escoltado por policiais até o local do exame, usando algemas e levando uma caneta na mão livre. A situação ocorreu durante um período em que ele enfrentava processos judiciais que considerava injustos.
Segundo relatos publicados pela imprensa indiana, as disputas estariam relacionadas a tentativas de pessoas influentes da região de tomar o controle das terras da família. Nigam foi preso duas vezes durante esse período.
Uma das prisões coincidiu com sua preparação para o concurso público, o que tornou ainda mais difícil manter os estudos e continuar buscando uma vaga no serviço público. Apesar das circunstâncias, ele compareceu à prova e seguiu perseguindo o objetivo de construir uma carreira na administração pública.
Natural de uma pequena vila no distrito de Bhind, no estado indiano de Madhya Pradesh, Nigam vem de uma família de agricultores. Seu pai, Keshav Kumar Nigam, sonhava em ser aprovado em um concurso público estadual, mas não conseguiu realizar esse objetivo por causa das responsabilidades familiares e das dificuldades financeiras.
Anos depois, o filho decidiu perseguir a mesma meta. No entanto, o caminho foi marcado por problemas judiciais e crises familiares.
Além das prisões, a família enfrentou a perda da própria casa após um incêndio. Um acidente grave envolvendo familiares também aumentou a pressão emocional vivida por Nigam.
Em entrevista ao jornal Navbharat Times, ele relatou o impacto daquele período. Em meio às dificuldades, fez uma promessa à mãe: voltaria para casa como superintendente adjunto de polícia.
A promessa se tornou uma das principais motivações para continuar os estudos, mesmo diante das incertezas sobre o futuro. Depois de ser libertado sob fiança, em 2021, Nigam se mudou para Indore para se dedicar à preparação para concursos públicos.
As dificuldades financeiras continuaram, mas ele manteve uma rotina de estudos e passou a organizar o próprio material. Segundo os relatos publicados pela imprensa indiana, ele produziu suas próprias anotações e resolveu entre 600 e 700 provas simuladas para treinar e melhorar o desempenho nos exames.
Ao longo da preparação, também conseguiu aprovação em diferentes seleções públicas, incluindo concursos para policial, subinspetor e outros cargos governamentais. Uma dessas conquistas foi o ingresso no cargo de naib tehsildar, função administrativa ligada à gestão territorial e à arrecadação em determinadas regiões da Índia.
Apesar da aprovação, Nigam não abandonou a meta principal: ingressar na carreira policial em uma posição de maior responsabilidade. A persistência nos estudos acabou levando Nigam ao resultado que buscava.
Ele conquistou o 12º lugar no concurso da MPPSC e foi selecionado para o cargo de superintendente adjunto de polícia. De acordo com a reportagem do Navbharat Times, ele também foi absolvido dos processos judiciais em 2024.
Essa informação, no entanto, precisa ser confirmada nos registros ou na reportagem original antes de ser publicada como fato definitivo. A aprovação representou mais do que uma conquista profissional.
Também marcou a realização do sonho que motivou Nigam desde o início da preparação e que havia sido compartilhado pelo pai. Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial.
Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores. É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022.
Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc. Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul.
Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil. Leia mais ▾
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