Presidentes de Cuba e Colômbia condenaram ataque dos EUA à Venezuela, e Milei comemora; veja repercussão

 

Fonte:


Diferentes autoridades mundiais reagiram ao ataque americano à Venezuela na madrugada deste sábado, que capturou o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenaram a ação dos Estados Unidos, enquanto o mandatário argentino, Javier Milei, celebrou a operação.

"O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos sobre ataques e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, assim como o consequente aumento de tensão na região", afirmou Petro em publicação na rede social X.

Já o chefe de Estado cubano disse, também em postagem na plataforma, que "Cuba denuncia e demanda URGENTE reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA contra a Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente assaltada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra Nossa América".

Por outro lado, Milei, aliado de Trump e crítico ao líder venezuelano, comemorou os ataques ao reproduzir uma notícia da captura de Maduro com a frase "A liberdade avança", que é também o nome do seu partido.

O governo brasileiro ainda não se manifestou, mas convocou uma reunião de emergência na manhã deste sábado para discutir o ataque. Segundo interlocutores do Itamaraty, a prioridade neste momento é reunir informações detalhadas sobre a operação antes de qualquer posicionamento público.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que as forças americanas realizaram um "ataque de grande escala" contra a Venezuela e capturaram Maduro e sua esposa em declaração feita em sua plataforma Truth Social. O mandatário afirmou ainda que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse desconhecer o paradeiro de Maduro e Cilia e exigiu uma “prova de vida” de ambos por parte do governo americano. Além disso, afirmou que os ataques deixaram diversos mortos, entre eles autoridades, militares e civis em todo o país.

O Irã, uma das nações aliadas da Venezuela, repreendeu os ataques. O Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que a ação americana viola a soberania e a integridade territorial venezuelana, além da Carta das Nações Unidas.

“A agressão militar dos Estados Unidos contra um Estado independente que é membro das Nações Unidas é uma grave violação da paz e da segurança regionais e internacionais, cujas consequências afetarão todo o sistema internacional”, disse.