Os Estados Unidos deveriam buscar o congelamento, em vez da eliminação imediata, do programa nuclear da Coreia do Norte e oferecer, em troca, um alívio das sanções, afirmou o presidente sul-coreano em entrevista ao jornal The New York Times. Desde que assumiu o poder em junho de 2025, o líder Lee Jae-myung mudou a postura de seu antecessor de linha dura, Yoon Suk-yeol, e ofereceu ao Norte — país que possui armas nucleares — negociações sem condições prévias. 'Não devemos ceder à pressão': Presidente da Coreia do Sul rechaça apelo de Trump e nega envio de tropas ao Irã Análise: Aceno de Trump a Kim Jong-un pressiona aliança com Seul e ameaça confiabilidade dos EUA como parceiro Pyongyang ainda não respondeu. Apesar das sanções de longa data da ONU, a Coreia do Norte consagrou em sua legislação a condição de "potência nuclear", e seus líderes declararam repetidamente que seu arsenal atômico é permanente e irreversível. Pyongyang também garantiu o apoio da Rússia, além do de seu aliado tradicional, a China, o que reduz qualquer benefício de retomar as relações diplomáticas com o presidente americano, Donald Trump. "Acredito que há um valor significativo em uma troca entre as sanções — que, de qualquer forma, não são particularmente eficazes — e a interrupção do desenvolvimento de novas armas nucleares e tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais", disse Lee na entrevista publicada nesta segunda-feira. "Buscar a desnuclearização nas circunstâncias atuais", disse Lee ao jornal americano, só garante que "nada será alcançado". Galerias Relacionadas O presidente sul-coreano havia dito anteriormente que congelar as capacidades nucleares de Pyongyang nos níveis atuais, mediante a suspensão de nova produção e a prevenção da importação de materiais nucleares, seria, por si só, "uma conquista". Críticos argumentam que tal abordagem corre o risco de aceitar tacitamente a Coreia do Norte como um Estado com armas nucleares, ao mesmo tempo em que permite que Pyongyang obtenha alívio das sanções sem, em última análise, abrir mão de seu arsenal. Trump reuniu-se com o líder norte-coreano Kim Jong-Un em três ocasiões durante seu primeiro mandato, mas a diplomacia acabou estagnando depois que uma cúpula em Hanói, em 2019, não conseguiu chegar a um acordo sobre o alívio das sanções nem sobre o que Pyongyang ofereceria em troca da desnuclearização.
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Presidente sul-coreano propõe alívio de sanções contra Coreia do Norte em troca de congelamento de programa nuclear
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