Presidente húngaro aceita deixar o cargo após parlamento aprovar remoção

Presidente húngaro aceita deixar o cargo após parlamento aprovar remoção

Fonte: Bandeira



O presidente húngaro, Tamás Sulyok, aliado do ex-líder nacionalista Viktor Orbán, declarou no sábado que sancionará a emenda constitucional aprovada no início desta semana, que põe fim a seu mandato.

"De acordo com a atual Lei Fundamental (constituição do país), não tenho mecanismo constitucional para contestar esta emenda que, embora enfraqueça princípios constitucionais, foi aprovada pela Assembleia Nacional, órgão competente para emendar a Constituição por meio de procedimentos legais", declarou.

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"Cumprirei minha obrigação perante a Lei Fundamental após ponderar cuidadosamente minhas opções legais e minha consciência", explicou Sulyok em um vídeo publicado no Facebook.

Os parlamentares húngaros aprovaram a emenda na segunda-feira como parte de um esforço do primeiro-ministro conservador pró-europeu, Péter Magyar, para reduzir o controle que o deposto Orbán e seus aliados mantêm sobre o país.

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Segundo a BBC, a aprovação do dispositivo gerou tensão nesta semana porque foi dado a Sulyok o praso de cinco dias para sancioná-lo, caso contrário enfrentaria um processo de impeachment.

Em discursos ao longo desta semana, o atual presidente vinha se mostrando relutante em aceitar a decisão do parlamento, questionando a legitimidade de uma emenda constitucional para remover um chefe de estado.

Uma vez assinado o documento, que cita explicitamente uma "grave perda de confiança" da sociedade no presidente, espera-se que Sulyok deixe o cargo na meia-noite de domingo para segunda-feira.

A reforma aprovada pelos parlamentares húngaros, segundo Magyar, tem como objetivo alterar dispositivos que permitem a líderes políticos se perpetuarem no poder.

Parte dos trechos alterados incluem regras que permitiram a Orbám se manter no cargo por 16 anos antes de seu sucessor.

Com agências internacionais