Presidente do TRE-RJ afirma que futuro da candidatura de Garotinho depende do TSE e classifica demora na apuração como 'razoável'

Presidente do TRE-RJ afirma que futuro da candidatura de Garotinho depende do TSE e classifica demora na apuração como 'razoável' - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A eleição para governador do Rio de Janeiro terminou com Douglas Ruas à frente de Eduardo Paes neste primeiro turno, próximo dos 50% dos votos válidos. O resultado, porém, ainda está em aberto por causa da situação da candidatura de Anthony Garotinho, que recebeu pouco mais de 3% dos votos, mas está sub judice.

O assunto dominou a coletiva de imprensa concedida pelo TRE-RJ ao fim da votação deste domingo. O desembargador Cláudio de Mello Tavares, presidente do órgão, reforçou que a responsabilidade pela decisão está nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entenda: Segundo turno entre Ruas e Paes no Rio agora depende do TSE; saiba que acontece com os votos de Garotinho Tempo real: Veja o mapa de apuração completo aqui

— Ele (Garotinho) está sub judice. Portanto, quem dará a palavra final é o Tribunal Superior Eleitoral.

Aqui, a candidatura dele foi indeferida. Ele recorreu ao TSE — insistiu Tavares.

Caso os votos de Garotinho sejam anulados, Ruas poderá ser eleito governador do Rio em primeiro turno, pois ultrapassaria os 50% dos votos válidos. O presidente do TRE-RJ, porém, preferiu não falar em prazos.

— Bom, nós temos praticamente três domingos. Hoje é dia 4 de outubro, o segundo turno se dará no dia 25.

Evidentemente, eu não sei como está o calendário do nosso pleno eleitoral, qual a pauta que eles estão dando preferência ou não, mas tudo pode ocorrer. O Tribunal do Rio de Janeiro será comunicado — completou Tavares.

Demora considerada normal Embora o horário oficial de votação tenha se encerrado às 17h, a apuração no Rio avançou para além das 21h.

Segundo o desembargador, porém, o processo foi um sucesso, e fatores como o maior número de votos por eleitor podem ter contribuído para a demora. — A eleição foi um sucesso, graças a Deus.

Muitos eleitores compareceram às urnas, levaram sua cola eleitoral. O TRE se preparou para isso.

Demorou um pouco, porque é normal, tendo em vista que são seis candidatos. Era importante o eleitor levar sua cola, para não ter nenhum problema.

Eu votei em Copacabana. Tinha eleitor que demorava um minuto e meio, outro demorava três minutos.

Por isso, talvez, justificou esse atraso. Tavares não confirmou o horário exato em que a apuração foi concluída no estado, mas classificou o tempo como “razoável”.

— Nosso colégio eleitoral é de quase 13 milhões de eleitores. Não posso afirmar se (os eleitores) levaram a cola ou não.

O Tribunal disponibilizou mais de 1 milhão e 500 mil colas para os eleitores. Enfim, eu acho que o prazo está bem razoável.

Volto a repetir: tem pessoas mais idosas, tem pessoas que têm comorbidade, tem locais de votação que têm uma procura maior. Por isso, demorou um pouco mais.

Infarto Neste domingo, um eleitor morreu em uma zona eleitoral na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

O desembargador Tavares confirmou que a causa da morte foi um infarto. — Esse eleitor era um senhor de 62 anos.

Segundo informações, ele teve um infarto. Comunicamos a família com muito pesar, evidentemente.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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