Presidente do PT critica reajuste e novo benefício a servidores do Congresso: 'Lula vai se posicionar de forma contrária'
A Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, duas propostas que elevam os salários básicos dos servidores da própria Casa e do Senado. As medidas, além de alterar gratificações, instituem um "penduricalho" que garante folgas por dias trabalhados e indenizações pagas fora do teto do funcionalismo público.
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Em entrevista ao Jornal da CBN, o presidente do PT, Edinho Silva, criticou o pacote. De acordo com ele, o Partido dos Trabalhadores é contrário à medida e avaliou que a decisão aprofunda o distanciamento entre a classe política e a realidade da população brasileira.
"Nós devemos estar debatendo um projeto de reforma político-partidária no Brasil para que, além de combater os privilégios, a gente possa efetivamente melhorar o nosso sistema democrático e o nosso sistema de representatividade. Então, a posição do PT é, com muita tristeza, a de que nós vivenciamos mais uma medida de distanciamento da vida política, dos representantes do povo brasileiro, da realidade do povo brasileiro."
Edinho disse acreditar que o presidente Lula deverá se posicionar contra o pacote, em coerência com a agenda do governo de combate a privilégios e de fortalecimento da credibilidade institucional.
"Não tive oportunidade de dialogar com os ministros sobre essa posição, mas penso que, sendo coerente com tudo aquilo que o governo tem defendido, com as posições de combate aos privilégios e de enfrentamento das situações que caracterizam o privilégio na realidade brasileira, não tenho nenhuma dúvida de que o presidente Lula vai se posicionar de forma contrária."
'Haddad tem que cumprir um papel importante na disputa de 2026'
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Segundo o presidente do PT, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pode ter um papel importante na disputa eleitoral de 2026, especialmente no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com cerca de 34 milhões de eleitores.
Edinho Silva afirmou que Haddad tem "estatura política" para disputar qualquer cargo que desejar, mas destacou que a decisão sobre seu futuro eleitoral deve ser construída por meio do diálogo.
"O estado de São Paulo tem 34 milhões de eleitores. A eleição passa muito pela nossa tática eleitoral do estado de São Paulo. Mas nós temos que dialogar com o ministro Fernando Haddad. Ele tem que fazer sua escolha política por meio do convencimento. Sabendo que ele tem que cumprir um papel importante nessa disputa de 2026 para o bem do Brasil. Para que a gente possa dar continuidade às mudanças que o governo do presidente Lula tem feito."
