Presidente do PL nega ter dado prazo para viabilizar Flávio após visita a Vorcaro
Após ser pressionado por aliados, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, veio a público negar nesta quarta-feira (20) que tenha dado um prazo de 15 dias para que a cúpula da sigla faça uma reavaliação se Flávio Bolsonaro terá ou não condições de prosseguir como candidato e se as denúncias serão relevantes eleitoralmente. Segundo o jornal O Globo, a avaliação foi definida após a tensa reunião do diretório nacional na terça-feira (19), quando o senador teve que admitir ter visitado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em São Paulo.
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Na nota, Valdemar afirma que fez comentários internos sobre um prazo estimado de 15 dias para o início da retomada do crescimento do senador nas pesquisas. No texto, ele afirma que "de forma oportunista e distorcida, tentaram inverter completamente o sentido da minha fala, atribuindo a ela uma interpretação que jamais existiu".
E ressaltou que "em nenhum momento tratei de testar resistência de Flávio Bolsonaro". A manifestação demonstra que as novas revelações sobre as relações do senador com o dono do Master dividem o partido.
Críticas de pré-candidatos
Ao mesmo tempo, a crise vem impulsionando novas críticas dos pré-candidatos à presidência da República.
Na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado disse que Vorcaro "contaminou todos os Poderes" e que quem se contaminou não pode ser presidente.
"Tanto o Supremo, quanto os órgãos do Congresso Nacional, como também a Presidência da República e outros tantos, estão envolvidos em escândalo. E a vida de um homem público, ele não pode querer se vangloriar de trás do cargo dele. Ele tem que estar exposto. A pessoa que está contaminada, ele não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República, ele não tem autoridade moral para chamar a atenção de Ministro Supremo e nem do Congresso Nacional", afirmou.
No mesmo evento, Romeu Zema também não citou nomes, mas mandou um recado indiretamente. O ex-governador de Minas afirmou que o homem público precisa de credibilidade.
"Prefeitos, prefeitas, vereadores, vereadoras, governar, vocês sabem, exige coragem, mas exige, principalmente, credibilidade. Quem quer mudar o Brasil precisa, acima de tudo, ter credibilidade. Credibilidade para liderar, para unir, para tomar decisões difíceis".
Já ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que foi questionada nesta quarta-feira sobre o envolvimento do 'filho 01" com o banqueiro, evitou dar opinião sobre o caso. Ela afirmou que o pré-candidato é quem deve se posicionar.
A falta de uma defesa a Flávio por parte de Michelle chama a atenção diante da defesa de alguns aliados pelo nome dela como candidata.
