Presidente do Irã diz que ameaças dos EUA e bloqueio naval são principais obstáculos para negociação de paz
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que as ameaças norte-americanas e o bloqueio naval são os principais obstáculos a uma negociação de paz definitiva no Oriente Médio. O governo iraniano considera o bloqueio um ato de guerra e afirma que, enquanto a medida continuar, o Estreito de Ormuz não será reaberto.
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A fala ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender os ataques contra o Irã por tempo indeterminado. Entretanto, o republicano afirma que o bloqueio naval ao comércio do Irã será mantido enquanto os EUA aguardam uma proposta unificada do governo iraniano.
Mais cedo, o Irã apreendeu dois navios no Estreito de Ormuz, reforçando o controle sobre uma das principais rotas marítimas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo global. Essa foi a primeira apreensão de navios desde o início do conflito, no fim de fevereiro.
O petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar a barreira dos US$ 100 dólares e é cotado agora a US$ 101,43 dólares.
Nesta quarta-feira (22), o presidente da China, Xi Jinping, pediu a reabertura do Estreito de Ormuz em conversa com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Segundo o líder chinês, o local deve permanecer aberto porque é de interesse comum dos países da região e da comunidade internacional.
Líbano deve pedir a prorrogação do cessar-fogo
E ainda sobre Oriente Médio: o Líbano deve pedir a prorrogação por um mês do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que termina no próximo domingo (26).
De acordo com as agências Reuters e France Presse, representantes dos dois países voltam a se reunir em Washington na quinta-feira (23), dando continuidade às negociações ainda iniciais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenaram nesta quarta-feira a morte de um segundo soldado francês da missão de paz da ONU no sul do Líbano, após um ataque contra uma patrulha,
atribuído por Paris ao grupo Hezbollah, que nega envolvimento.
