Presidente do Grupo Corona é sequestrado e assassinado no México; o que se sabe até agora
O empresário José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi sequestrado e assassinado no interior do México no fim de dezembro passado, confirmou nesta terça-feira a imprensa local.
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Segundo informações oficiais, o crime ocorreu em 27 de dezembro, quando Corona Radillo viajava de carro com sua família por uma rodovia no estado de Jalisco, na região oeste do país. Homens armados interceptaram o veículo, roubaram pertences dos ocupantes e levaram apenas o empresário, deixando os familiares à beira da estrada. O corpo do executivo foi encontrado dois dias depois, nas proximidades do local onde ocorreu o sequestro, com sinais de violência e ferimentos causados por arma de fogo, segundo o Ministério Público mexicano.
O Grupo Corona, sediado no município de Tonaya, é uma empresa tradicional no México especializada na produção de tequila, vinhos, licores e mezcal, e não possui relação com a cerveja Corona, que pertence ao Grupo Modelo, controlado pela AB InBev.
Autoridades mexicanas abriram investigação para apurar as circunstâncias do sequestro e identificar os responsáveis. Até o momento, não há informações públicas sobre prisões ou sobre uma motivação explícita, e a principal linha de apuração aponta para um ataque aleatório, sem relação direta com a atuação empresarial da vítima.
O caso ressalta a persistente violência nas rodovias e zonas rurais do México, onde empresários e transeuntes já haviam sido alvo de crimes semelhantes nos últimos anos, e reacende debate sobre segurança pública e o combate ao crime organizado no país.
Contexto e repercussão
O assassinato de Corona Radillo, figura respeitada no setor de bebidas alcoólicas, provocou comoção no meio empresarial local e entre colegas da indústria, segundo relatos na imprensa. A falta de pedido de resgate público surpreendeu autoridades e analistas, que também avaliam se outros fatores podem ter motivado o ataque.
Na região onde ele foi privado da liberdade e assassinado, há forte presença do Cartel de Jalisco "Nova Geração". A investigação segue em curso, com as autoridades de Jalisco sob pressão para avançar nos apelos por respostas e por maior segurança nas estradas do estado.
Até o momento, a Vice-Procuradoria Regional mantém o caso sob sigilo operacional, pois, embora tenham sido registrados outros assaltos semelhantes nessa rodovia sem pedágio que leva ao litoral de Jalisco, ainda não houve prisões nem foi definida uma motivação definitiva para o assassinato.
Segundo informações do Infobae, inicialmente, considerou-se a possibilidade de que o crime estivesse relacionado à atividade empresarial da vítima; no entanto, novas informações fornecidas por fontes próximas à investigação indicam que o ataque teria sido aleatório, e não motivado, em um primeiro momento, por seu perfil.
