Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro evita assunto SAF e avalia contratações: 'Janela muito boa'

 

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O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, no CT Carlos Castilho. No cargo há cerca de três meses, o mandatário utilizou o espaço para esclarecer alguns temas, como a janela de contratações, mas preferiu não tratar da SAF no momento e reservar o assunto ao Conselho Deliberativo.

— Esse processo da SAF está caminhando. A gente vem trabalhando nisso desde sempre, sem parar. Quando entendermos que é o momento, levaremos o tema ao Conselho Deliberativo. Prefiro não me aprofundar agora, porque é um assunto muito importante para o futuro do clube e há um rito a ser seguido. Os primeiros a saber serão os conselheiros do Fluminense, com total transparência, em reunião aberta. O local adequado para discutir esse tema é o Conselho Deliberativo — ressaltou.

No início da temporada, o tricolor foi em busca de seis reforços: os zagueiros Jemmes e Millán, o lateral-esquerdo Arana, o meia Alisson e os atacantes Savarino e Castillo, maior contratação da história do clube por 10 milhões de dólares (cerca de R$ 53 milhões na cotação atual).

— Foi uma janela muito boa. Junto com o departamento de futebol, definimos as posições que precisávamos e, felizmente, conseguimos fazer boas contratações, reforçando um time que já tinha performado bem em 2025, apesar da ausência de títulos. Em um mercado muito inflacionado, algumas negociações se alongaram um pouco mais, porque pensamos no desempenho esportivo, mas também precisamos olhar o lado financeiro. Acho que a única coisa que mudou desde a primeira coletiva é que eu tinha dito que já tínhamos a zaga completa e não iríamos atrás de outro zagueiro. Mas o futebol é muito dinâmico, mudamos de ideia e resolvemos buscar mais um — avaliou Mattheus.

Na esteira da janela de contratações, o presidente do Fluminense comentou o outro lado da moeda: as vendas realizadas pelo clube, que tem tradição em revelar grandes nomes para o futebol internacional. Montenegro afirmou que há, no orçamento, uma previsão de 200 milhões de reais em vendas e que futuras propostas serão avaliadas. Destacou ainda que algumas já chegaram neste início de temporada, mas o clube optou por não aceitá-las.

— Eu acho que qualquer clube de futebol no Brasil tem uma parte importante da receita vinda da venda de atletas. O Fluminense foi assim nos últimos anos e continuará sendo, como é no futebol mundial, especialmente no brasileiro. No orçamento, há uma previsão de pouco mais de 200 milhões de reais em vendas de jogadores. A exceção foi 2023, quando a gestão decidiu não fazer vendas para priorizar a Libertadores, já que a maior proposta recebida era pelo André, que era um pilar do time. Entendemos que sua saída poderia fragilizar a equipe. Seguimos com o planejamento de cumprir o orçamento e, ao longo do ano, vamos analisar as propostas para decidir se são boas ou não — disse.

Na última quinta-feira, em sorteio realizado em Luque, no Paraguai, a Conmebol definiu os grupos da primeira fase da Libertadores. O Fluminense caiu no C, com Deportivo La Guaira-VEN, Bolívar-BOL e Independiente Rivadavia-ARG.

— Não há jogo fácil, e não dá para escolher adversário. Um time que quer ser campeão precisa estar preparado para enfrentar qualquer equipe da competição. O nosso desafio neste momento é mais logístico. Tivemos o sorteio ontem e há questões a resolver, não só na Venezuela, mas no cenário atual, com impacto do custo de fretamento e da disponibilidade de aviões. Estamos focados nisso, especialmente por causa das viagens para Venezuela e Bolívia, que são longas. Mas, em relação aos adversários, estamos preparados para enfrentar qualquer um— analisou o presidente tricolor.