Presidente do DC diz ter barrado Witzel por já haver 'doidos demais' na sigla; ex-governador nega ter feito investida
O presidente do Democracia Cristã (DC), João Caldas, afirmou ter sido o responsável por barrar a filiação do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel ao partido. Segundo Caldas, a justificativa seria devido ao excesso de “doidos” na sigla. Ele disse ainda que Witzel — que é pré-candidato ao governo do estado — “fez de tudo” para se filiar ao DC. O presidente do partido deu as declarações em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
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— Ele fez de tudo para entrar no partido, ligou, fez reunião. Mas eu disse que não, já tem muito doido no partido — afirmou Caldas.
Em nota enviada ao GLOBO, o ex-governador afirmou que a fala de João Caldas é, “no mínimo, curiosa e, no essencial, falsa”, e afirma que teria ocorrido justamente o contrário. Segundo ele, Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência pelo DC, é quem o teria procurado. Witzel disse ainda que, desde 2022, é filiado ao partido Democrata (antigo Partido da Mulher Brasileira) e que segue como pré-candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro.
Ainda em fevereiro, Aldo Rebelo havia confirmado ao GLOBO que Wilson Witzel tinha acertado sua filiação ao Democracia Cristã e que uma oficialização ocorreria em 6 de março.
O ex-juiz federal Wilson Witzel foi eleito governador do Rio de Janeiro em 2018 com discurso de combate duro à corrupção e à violência, surfando na onda da Lava Jato, mas teve um mandato curto e turbulento: em 2020, tornou-se alvo de investigações da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios em contratos da Saúde durante a pandemia de Covid-19; acabou afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça e, em abril de 2021, sofreu impeachment e cassação definitiva pela Assembleia Legislativa fluminense, tornando-se o primeiro governador do estado a perder o mandato por esse processo, além de ficar inelegível por cinco anos.
