Presidente da federação argentina de futebol é proibido de deixar o país por suspeita de evasão fiscal

 

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A Justiça argentina proibiu o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, de deixar o país e o convocou a prestar depoimento em uma investigação por suposta evasão fiscal. A decisão foi tomada por um juiz e divulgada nesta quinta-feira pela imprensa local.

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Conhecido como “Chiqui” Tapia, o dirigente deverá comparecer à Justiça no próximo dia 5 de março, um dia antes do depoimento do tesoureiro da entidade, Pablo Toviggino. A denúncia foi apresentada pelo órgão de arrecadação fiscal ARCA, que suspeita de evasão de impostos e apropriação indevida de recursos da seguridade social.

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A medida também atinge outros três dirigentes da poderosa federação que comanda a atual seleção campeã do mundo. Segundo a decisão judicial, “em atenção à gravidade dos fatos investigados (...) corresponde decretar a proibição de saída do país dos nomeados”. O documento, porém, não esclarece se a restrição será revogada após a prestação de depoimento.

A investigação apura se a entidade reteve indevidamente e deixou de repassar valores referentes a impostos e contribuições previdenciárias entre março de 2024 e setembro de 2025. O juiz afirmou haver “motivos suficientes para suspeitar da participação dos nomeados nos fatos investigados”.

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Além desse processo, a AFA também é alvo de uma apuração por possível lavagem de dinheiro. Em dezembro passado, a organização foi alvo de busca e apreensão para coleta de documentos relacionados a operações suspeitas com uma financeira privada.

Na ocasião, a AFA atribuiu o caso a uma “campanha de difamação”, em meio a uma disputa comercial com um empresário pela organização de amistosos da seleção argentina. A entidade também declarou que o responsável pela denúncia “conta com a anuência do governo nacional, mais precisamente do ministro da Justiça (Mariano) Cúneo Libarona”.

A federação rejeita, com base em seus estatutos, a transformação dos clubes de futebol em sociedades anônimas esportivas — modelo defendido pelo presidente ultraliberal Javier Milei.