Presidente da Disney diz que ofereceria ‘muito dinheiro’ ao criador de ‘Bluey’

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Questionada sobre se teria interesse em adquirir Bluey da BBC e de seu criador, Joe Brumm, a presidente da Walt Disney, Dana Walden, disse que “ofereceria muito dinheiro” ao animador responsável por um dos maiores sucessos da companhia. O programa infantil voltado para crianças em idade pré-escolar está entre as séries mais assistidas nos Estados Unidos. Bluey é uma filhote de cachorro de seis anos da raça Blue Heeler (boiadeiro australiano). Personagens e produtos de Bluey aparecem nos parques temáticos da Disney, mas a companhia não é dona da série, produzida pela BBC e pela Australian Broadcasting. Walden disse que a empresa mantém uma excelente parceria com Brumm, que também está trabalhando em uma nova série para o Hulu e em um filme de animação de longa-metragem de Bluey. “Nós conseguimos fazer essa parceria funcionar muito bem, e Joe Brumm, a quem eu ofereceria muito dinheiro”, disse Walden. “Ele é um clássico, um criador simplesmente brilhante que quer um certo grau de liberdade. Ele é extraordinário, e não vou deixar que se afaste mais do complexo da Disney do que está atualmente.” Walden falou na quinta-feira durante a conferência Bloomberg Screentime, em Los Angeles. A Disney lançará um filme de Bluey no próximo ano, mas Brumm fez uma pausa na criação de novos programas para se dedicar ao longa. Walden foi nomeada para seu cargo atual em fevereiro e assumiu a posição em março, no mesmo dia em que o CEO Josh D’Amaro sucedeu Bob Iger.

A ampla área de entretenimento da Disney, que inclui seu tradicional estúdio de cinema e a unidade de streaming, que tem o Disney+ como principal serviço, está sob a responsabilidade de Walden. Walden ingressou na Disney em 2019, como parte da aquisição da 21st Century Fox pela companhia por US$ 71,3 bilhões. Na época, ela era CEO do Fox Television Group. A divisão de entretenimento, a maior da Disney em termos de receita, registrou US$ 42,5 bilhões em vendas no ano fiscal de 2025 e US$ 4,67 bilhões em lucro operacional. Em setembro, a Disney anunciou que aumentaria os preços de várias de suas assinaturas de streaming nos EUA pela sexta vez em seis anos, em uma medida destinada a elevar os lucros de uma divisão fundamental para o futuro da empresa. A Disney opera os serviços de streaming Disney+, Hulu e ESPN. A companhia oferece os três serviços em um pacote e integra seus conteúdos. Reunir todos eles em um único serviço é algo “complicado”, disse Walden. Em uma teleconferência com investidores em agosto, a administração da Disney afirmou que o Disney+ evoluirá para se tornar uma plataforma que reunirá produtos, jogos e experiências, além de filmes e séries de TV, a partir da primavera de 2027. “Essa é a integração dos nossos negócios, fazendo com que tudo funcione de maneira conectada”, disse Walden. “Acho que, nos próximos cinco anos, vocês verão o Disney+ se tornar a experiência digital da Walt Disney Company, e ela será altamente complementar às nossas experiências físicas, com a demanda por cada uma delas sendo criada pela outra.”

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