Presidente da CPI diz que PF está filtrando dados sigilosos de Vorcaro e só irá repassar informações relacionadas a consignados

 

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O presidente da CPI, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira que a Polícia Federal está fazendo uma "separação de arquivos" nas quebras de sigilos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Viana, a PF só irá repassar o material relacionado ao suposto esquema de créditos consignados, que é um dos focos da investigação da comissão. Esse seria o motivo dos documentos ainda não terem sido enviados à comissão.

Ao GLOBO, Viana disse que conversou com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e que ele lhe relatou que o material seria entregue em uma semana.

Na sessão, o presidente da CPI também comentou sobre o assunto ao ser questionado por outros integrantes sobre a "demora" no envio dos dados.

— A Polícia Federal está fazendo essa separação de arquivos. Eu sei que o ideal era que nós recebêssemos tudo; mas, por determinação do Supremo, nós só receberemos os arquivos ligados aos empréstimos consignados. E o prazo estipulado na data de ontem - quando foi feito o contato - é de uma semana para que a gente receba essas informações — disse ele.

No dia 20 de fevereiro, após assumir a relatoria do caso Master, o ministro do STF André Mendonça decidiu devolver à CPI os documentos referentes às quebras de sigilo telemático, bancário e telefônico de Vorcaro.

A decisão atendeu a um pedido da comissão e derrubou a determinação do antigo relator do processo, ministro Dias Toffoli, que retirou o material da CPI e o colocou sob custódia da presidência do Senado.

No despacho, Mendonça também determinou que a PF analisasse a cadeia de custódia dos arquivos antes de encaminhá-lo aos integrantes da CPI. Isso significa avaliar se os dados não foram manipulados.